"Palavra da salvação.."

A semana passada foi prodigiosa em dados e factos que merecem alguma reflexão.
Na minha terra, o tema central foi a homilia em dia de eleições.

Como se havia de esperar, como a dita não foi do agrado da maioria
partidária, choveram palavras em busca da consignada "salvação" da
capital.

A falta de água de rega motivou historicamente pessoas influentes da
sociedade insular.

O que se tem passado, nas últimas duas semanas, é de uma significativa
gravidade para quem rega e para quem sobrevive da parca economia de
subsistência.

Políticos de vários quadrantes estão mal habituados. Encarnaram que a
discussão e a refutação de assuntos quotidianos são do domínio de
políticos de bandeira ao ombro, enjeitando a opinião do cidadão,
remetendo-o ao assento de eterno ouvinte não indagador.

Crêem da salvação de um "deus" de carne e osso, e numa cor berrante
que os absorve e os come por dentro: envolvem-se emocionalmente com o
pretenso domínio do poder, resultando daí a falta de moderação e a
ponderação para o dia seguinte.

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