Imposições da 'troika' estão a afetar negociações para financiar reconstrução do Savoy

O empresário Joe Berardo admite que as negociações para o financiamento do projeto de reconstrução do centenário Hotel Savoy, no Funchal, foram afetadas pelas imposições da ‘troika’ na política de juros das instituições financeiras.

Numa entrevista à agência Lusa, o empresário madeirense salientou que os problemas do desenvolvimento deste projeto hoteleiro de luxo começaram com a demora na atribuição das licenças necessárias e, entretanto, “o mercado rebentou”.

“Tínhamos propostas de 10, sete anos e meio e cinco anos para os empréstimos, mas com a entrada da ‘troika’ as instituições financeiras só podem emprestar a meio ano, é tudo a curto prazo e num hotel não se pode ir para curto prazo”, argumentou.

Joe Berardo acrescentou que continuam a ser desenvolvidas negociações, admitindo: “Temos 40% dos fundos necessários para o projeto e queremos 60%, mas nas condições e juros comprometidos, porque não posso ir para um investimento daqueles e depois daqui a dois ou três anos dizerem que os juros são de 15%”.

Neste cenário, ironizou, iria “cavar batatas para pagar só os juros”.

Por isso, o comendador afirmou que este projeto hoteleiro na Madeira está neste momento “em stand-by”, mas continua a tratar deste assunto no estrangeiro e espera ter “algumas notícias, porque há algumas pessoas que ainda estão a pensar em longo termo”. Além disso, está a ponderar a entrada de “um investidor ou de um sócio”.

“Estou confiante. Aquilo é uma obra, uma responsabilidade que ficou sobre mim, era um projeto meu e do Horário Roque – entretanto falecido -, era um símbolo dedicado à Madeira e não descanso sem ver concluída”, assegurou.

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