Comércio tradicional ‘sem luz ao fundo do túnel’

A redução de 50% no subsídio de Natal, prevista para este ano, vai acentuar as dificuldades do comércio tradicional.


Essa redução de 50% do subsídio de Natal terá um efeito multiplicador pela negativa em tudo o que é comércio tradicional, sobretudo a nível da aquisição de bens que não sejam alimentares”, frisou Lino Abreu.

O presidente da Associação de Comércio e Serviços (ACS) considera, ainda, que a referida redução vai implicar um “aumento de sacrifícios” junto das famílias madeirenses. “Não tenho qualquer dúvida que esses menos 50% vão ter um efeito negativo no comércio tradicional e, por sua vez, nas restantes actividades, uma vez que as pessoas vão perder um grande poder de compra”, indicou.

Mas se este ano já não está a ser positivo, prevê-se que 2012 seja ainda pior, uma vez que a partir de 1 Janeiro vai deixar de haver a taxa intermédia do IVA, a qual passará dos actuais 9% para os 18% (taxa normal). Para além disso, os funcionários públicos que tenham um salário superior a 1000 euros vão ficar sem o subsídio de Natal a partir de 2012, ao que se juntam outras medidas de austeridade.

Esta situação será um factor determinante para o encerramento das pequenas e médias empresas, o que levará a um aumento acentuado do desemprego. Este cenário agravará o estado social no próximo ano”, transmitiu Lino Abreu.

O responsável pela ACS salientou, ainda, que no próximo ano o sector da restauração também terá quebras acentuadas a nível de clientes, uma vez que a taxa de IVA vai passar para 18%, o que “encarece drasticamente” o preço das refeições.

A restauração será fortemente penalizada e vai sofrer uma grande quebra a nível de vendas. Por isso, não me espanta nada que em 2012 possa haver muitos estabelecimentos que fechem as suas portas e mandem diversos funcionários para o desemprego”, observou.

Lino Abreu recordou, igualmente, que os sectores da restauração e do comércio tradicional empregam 12% da mão de obra e representam 14% do PIB regional, razão pela qual o Governo Regional deve ter uma atenção especial para os mesmos.

Assim, o presidente da ACS defende que o Orçamento Regional para 2012 deverá consagrar incentivos que ajudem os respectivos sectores a sobreviver e que, por sua vez, evitem um acentuar no número de desempregados.

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