Bem-te-quero e malmequeres‏

Há uns tempos atrás li que em Nova Iorque abriu um clube de leitura pública para mulheres em topless.

O que me faz acreditar que é desta que o prazer da leitura se vai tornar num vício de tal forma patológico que não só fará esgotar todas as edições de tudo o que se publique, como a quantidade de sócias e sócios irá ultrapassar os sonhos mais extravagantes de qualquer clube de futebol de Portugal à Argentina.
O único reparo que me ocorre é que o clube não deve ser só para senhoras. Deve o mesmo pautar-se pela igualdade de direitos, à semelhança de navios de cruzeiro, clubes de sauna, agremiações de swing, praias de naturistas e por aí fora, que, de forma democrática, reúnem ambos os sexos (descascadinhos como vieram ao mundo) à volta de uma nobre causa: a da leitura!

Este é o segredo para esvaziar as prateleiras das livrarias, os stocks das editoras e elevar a “best seller” toda e qualquer bugiganga literária parida em qualquer parte do mundo.
Imaginemos por um momento um clube destes a ser inaugurado na Madeira…
Com direitos de admissão, convenhamos, porque há por aí cada par de monstruosas maminhas e cada arrogante barriguinha de cerveja, que seriam um verdadeiro atentado à leitura de um Tolstoi, de um Saramago ou de um Faulkner.
Democratizar o prazer da leitura sim! Mas com limites impostos pela decência estética!

 António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

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