Bem-te-quero e malmequeres‏

Associado a um falso enriquecimento e a um dúbio status tantas vezes conferido por uma exasperante mediocridade, Portugal passou a cultivar uma “nova classe”: o denominado “jet set(e)”. (é assim que se escreve?) Uma classe em que alinham membros de uma estirpe mais ou menos rica, uma outra mais ou menos remediada, e uma outra ainda mais ou menos pobre mas emergente pelo mediatismo a que, merecidamente ou não, foi sujeita. Uma classe repleta de uns e de outros que, não tendo outra missão no mundo a não ser viver à conta da coscuvilhice alheia, e do pinga-pinga das revistas del corazon, se disponibiliza para dar a cara e o corpinho (plasticamente remendado) por essa militância que é o vedetismo geralmente rasca (salvem-se as excepções!). Claro que, como em todas as classes ou grupos, existem os exemplos pela positiva e que merecem presença nesse convénio jet-setiano. Mas também há, e infelizmente em grande maioria, ao parasitas sociais. Vejam-se a Caneças e o Carlitos (aquele que foi arrumado em NY por um saca-rolhas). Vejam-se os exemplos de outros, ridículos e bacocos, como Futre e Catarina, que até publica(ra)m livros. Vejam-se ainda o da actriz coitadinha que foi espancada pelo modelo machão, ou da outra que se fez ir pelos ares à conta do gás… Vejam-se os exemplos da apresentadora de televisão que sofre de sexo compulsivo por rapazitos mais novos, e do político que pratica pedofilia com consentimento judicial e, aparentemente, legal… Isto já para não falar naquele espanhol que emagrecia a sociedade portuguesa e dava pancada na mulher. E do tuga, que também apresentava programas televisivos que, para além de corrupto de colarinho branco, aviava a mulher segundo a mesma receita do espanhol. E é com este tipo de gentinha que se vão enchendo páginas e páginas de uma dezena de revistas que não servem absolutamente para nada a não ser para fazer babar os desgraçados que se alimentam destes parasitas sociais e que até gostariam, tantas vezes, de estar no seu lugar. É um fenómeno de voyeurismo decadente, público e consentido (e tantas vezes pago) que apenas contribui para uma ainda maior mediocridade do nosso povo e do nosso país. Mas, como diz o outro, cada um tem o que merece. Em jeito de desfecho, é um fartote de rir, e uma diversão brutal, ver que o nosso “jet-set(e)”, colocado perante a angustiante crise e vivendo há muitos de anos com dinheirinho que não lhe pertence, está rapidamente a transformar-se num ainda mais triste jet-zero! E nem vale a pena disfarçarem ou esconderem os podres da vossa existência. Todos nós sabemos quem vocês são…

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