Região deve apostar nos países emergentes

Jorge Vasconcellos e Sá considera que a internacionalização do sector privado é a solução para os problemas da Madeira.

A solução para a crise que atravessa Portugal e outros países da Europa passa pelo sector privado, nomeadamente através da internacionalização para mercados emergentes.Essa aposta na internacionalização não deve ser para a Europa velha e que cresce pouco, mas para países como o Brasil, por exemplo, que cresceu na última década 5%”, defendeu Jorge Vasconcellos e Sá.

O responsável pela Vasconcellos e Sá Associados e professor universitário, deu ainda exemplos de outros países que apresentam bons índices de crescimento económico. “Na última década Moçambique cresceu 8%. Angola é o país que mais cresce no mundo. Os Estados Unidos cresceu na última década muito mais que a Europa, nomeadamente 2%”, apontou.

Aquele responsável acrescentou, ainda, que a Florida recebe 70 milhões de turistas por ano. “Bastava nós conseguirmos atrair aqui para a Madeira 1% desse valor (700 mil) para termos quase um aumento de 80% a nível turístico, cuja ocupação anda à volta de um milhão/ano”, realçou.

Assim, o docente universitário reforça que há uma série de mercados novos que a Região poderá apostar. “A Madeira tem neste momento um problema, nomeadamente o de gerir as suas relações com o velho continente, isto tem de ser feito para minimizar os prejuízos e os danos. Mas criar o futuro não está no velho continente, mas sim no Brasil, Angola, Moçambique e Estados Unidos”, reiterou.

Paralelamente, Jorge Vasconcellos e Sá adverte que a Madeira também deve apostar no mercado espanhol. “Primeiro porque o território é 200 vezes superior à Madeira. Segundo cresceram na última década 2% ao ano. Terceiro temos a facilidade da língua e eles também. Quarto os espanhóis têm uma apetência extraordinária para com as Canárias”, enumerou.

O responsável pela Vasconcellos e Sá Associados frisou, ainda, que as empresas madeirenses não têm de despender dinheiro para ir para novos mercados. “O que esses mercados procuram é produtos que a Madeira possa exportar ou vantagens comparativas que a Região possa oferecer para atrair investimento”, indicou.

Jorge Vasconcellos e Sá refere também que a Madeira tem de desenvolver bons projetos com os novos mercados. “Não temos de pagar para internacionalizar, temos é de ter boas ideias e ir para bons mercados”, defendeu, acrescentado que a crise poderá ser sinónimo de oportunidade.

Aquele responsável falava esta manhã à margem de uma conferência organizada pela ACIF em parceria com a Vasconcellos e Sá Associados, no âmbito da Enterprise Europe Network.

Na ocasião, foi assinado um protocolo de colaboração entre a ACIF e a Vasconcellos e Sá Associados, o qual visa facilitar o acesso à internacionalização das empresas madeirenses.

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