Bem-te-quero e malmequeres‏

A classe política está cancerosa!

Não é de hoje, pois já o Eça, e outros tantos que atravessaram épocas de políticos corruptos e incompetentes, se pronunciavam sobre a estupidez e a ambição do político. Já então se lavraram textos e opiniões sobre a baixeza da classe constituída por homens e mulheres eleitos pelo povo que, na sua inesgotável ignorância e ingénua credulidade, colocavam em assembleias os seus representantes.

E a verdade, ou a tristeza, ou a pena e o fado que nos calham em sorte, é que pouco ou nada mudou.

Continuamos entregues a políticos ladrões e corruptos, a políticos ineficazes e que só servem para fazer número, a políticos que têm como ambição encher em primeiro lugar a sua barriga e as dos que lhes são próximos, a políticos que são criminosos encartados (mas de colarinho branco-rosa-ou-às-risquinhas), a políticos que assassinam os direitos mais básicos do povo (povo estúpido e irracional, é bem verdade) e se digladiam em arenas em que a palavra torpe é arma de arremesso e permuta.

E agora, tão mal ou pior do que tudo o resto, estamos entregues a políticos de calças na mão, sem capacidade de decisão, que lambuzam e sabujam Europa fora em mendicância de alguns euros para cobrir (do verbo…cobrir) os despautérios a que se entregaram nas últimas décadas.

Mas, pergunto eu, será que nós, o “popolo”, não merecemos o que temos? Será que ainda não percebemos, ou então recusamo-nos a perceber, que, excepção feita a um ou outro exemplo superior, acabam todos por ser da mesma laia? Do mesmo calibre rasca e absurdo? Que são enxertados em ADN estrumado e que exalam um cheiro pestilento à distância com os seus sorrisos amarelos-forçados, com as suas palmadinhas-falsas, com as suas palavras-mentira, com os seus fatos-sem-estilo e sem corte, com a sua vaidade e presunção engordadas, com as suas demagogias-nauseabundas?

Bem, provavelmente ainda não. Talvez precisemos de uma razia política que consiga elevar ao altar (ego?) a nobre arte de fazer boa política com gente nobre em princípios e que enalteçam a excelsa arte de politizar.

Até os cancerosos, pelo menos alguns, têm tratamento e conseguem recuperar. E se não forem bens sucedidos…tenhamos dó (porque de piedade não são merecedores), levem-se ao cadafalso e substituam-se por gente capaz de liderar sem medo ou cobardia. Limpos de metástases e impermeáveis às maleitas da política.

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia.

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Não é de hoje, pois já o Eça, e outros tantos que atravessaram épocas de políticos corruptos e incompetentes, se pronunciavam sobre a estupidez e a ambição do político. Já então se lavraram textos e opiniões sobre a baixeza da classe constituída por homens e mulheres eleitos pelo povo que, na sua inesgotável ignorância e ingénua credulidade, colocavam em assembleias os seus representantes.

E a verdade, ou a tristeza, ou a pena e o fado que nos calham em sorte, é que pouco ou nada mudou.

Continuamos entregues a políticos ladrões e corruptos, a políticos ineficazes e que só servem para fazer número, a políticos que têm como ambição encher em primeiro lugar a sua barriga e as dos que lhes são próximos, a políticos que são criminosos encartados (mas de colarinho branco-rosa-ou-às-risquinhas), a políticos que assassinam os direitos mais básicos do povo (povo estúpido e irracional, é bem verdade) e se digladiam em arenas em que a palavra torpe é arma de arremesso e permuta.

E agora, tão mal ou pior do que tudo o resto, estamos entregues a políticos de calças na mão, sem capacidade de decisão, que lambuzam e sabujam Europa fora em mendicância de alguns euros para cobrir (do verbo…cobrir) os despautérios a que se entregaram nas últimas décadas.

Mas, pergunto eu, será que nós, o “popolo”, não merecemos o que temos? Será que ainda não percebemos, ou então recusamo-nos a perceber, que, excepção feita a um ou outro exemplo superior, acabam todos por ser da mesma laia? Do mesmo calibre rasca e absurdo? Que são enxertados em ADN estrumado e que exalam um cheiro pestilento à distância com os seus sorrisos amarelos-forçados, com as suas palmadinhas-falsas, com as suas palavras-mentira, com os seus fatos-sem-estilo e sem corte, com a sua vaidade e presunção engordadas, com as suas demagogias-nauseabundas?

Bem, provavelmente ainda não. Talvez precisemos de uma razia política que consiga elevar ao altar (ego?) a nobre arte de fazer boa política com gente nobre em princípios e que enalteçam a excelsa arte de politizar.

Até os cancerosos, pelo menos alguns, têm tratamento e conseguem recuperar. E se não forem bens sucedidos…tenhamos dó (porque de piedade não são merecedores), levem-se ao cadafalso e substituam-se por gente capaz de liderar sem medo ou cobardia. Limpos de metástases e impermeáveis às maleitas da política.

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