Quebras no mercado automóvel ultrapassam os 50%

Em Fevereiro, as quebras verificadas na Madeira ultrapassaram os 67%. Um cenário “bastante preocupante”, diz a ACIF.

O mercado automóvel não foge à regra de vários sectores de atividade e passa por grandes dificuldades. E parece que nem as campanhas, cada vez mais competitivas, das várias marcas surtem efeito.

No ano passado, na Região Autónoma da Madeira, as quebras ultrapassaram os 27% e este ano, só no mês de Fevereiro, os números apontavam para quebras de 67%, em relação ao período homólogo.

“É um cenário bastante preocupante” e que, por causa do agravamento dos impostos e das dificuldades na obtenção de crédito, “tende a piorar”, observa Pedro Tavares da Silva, da Mesa Automóvel da ACIF – Associação Comercial e Industrial do Funchal.

Além deste decréscimo na venda de automóveis, há como consequência direta uma clara diminuição do trabalho nas oficinas e na venda de peças. E, por isso, o mercado precisa de uma reestruturação que possa atenuar a falta de liquidez e, ao mesmo tempo, garantir um mínimo de condições de segurança.

Pedro Tavares da Silva dá conta, neste contexto, de uma possível reestruturação ao nível dos recursos humanos, o que quererá dizer mais despedimentos no sector, mas explica também que compete a cada concessionário decidir onde fará os cortes.

“Na Madeira, as empresas estavam preparadas para vender anualmente um certo número de automóveis e, neste momento, os números não correspondem ao pretendido. Tem de haver obrigatoriamente um redimensionamento. Não estou a falar apenas de pessoal, mas ao nível dos stocks”.

A Mesa Automóvel da ACIF, que representa apenas os concessionários de marca, nota igualmente grandes constrangimentos ao nível dos espaços multimarcas. Até porque existiu, durante algum tempo, “uma proliferação exagerada”.

Refira-se que os dados do primeiro trimestre, em termos nacionais, apontam uma quebra de 49,1% nos veículos ligeiros de passageiros e comerciais. Mas, por cá, os números não são tão animadores. “Há ainda uma intenção de compra, mas as pessoas não têm capacidade para a concretizar”, conclui Pedro Tavares da Silva.

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