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Turismo rural na Madeira

Por opção minha, e desafio por mim lançado, tenho andado num quase ininterrupto corrupio pelas casas de turismo rural da Madeira, de norte a sul, de leste a oeste, por ruralidades que desconhecia e que preenchem a paisagem campestre com algumas relíquias arquitectónicas de traça madeirense, com interiores de superior bom gosto, com peças de mobiliário belas e ricas em história, com decisões decorativas bem tomadas, com escolhas de materiais acertadas e que revelam sensibilidade, com jardins que reflectem amor, paixão, cuidado, estética, alegria, simetria (ou não) e vontade de fazer bem.
A paisagem rural da Madeira tem-se-me revelado uma caixinha de surpresas inesgotável e que, em cada morada, alberga um coração generoso, um alma gigantesca, uma simpatia genuína, uma forma de acolhimento sincera e agradável, um ambiente assumidamente familiar e que nos convida a senti-lo como se em nossa casa estivéssemos.
Ao longo deste périplo conscientemente procurado e assumido, e apenas para referir alguns dos lugares que já conheço (ou conhecia), e por entre tantos outros que ainda me faltam conhecer, honro com a menção que aqui fica lavrada, a Quinta da Capela, o Solar da Bica, a Casa das Videiras, a Casa das Hortênsias, a Quinta do Pântano, a Casa da Piedade, a Vila Echium, o Solar de Boaventura, a Quinta Devónia ou as Casas de Campo do Pomar.
Só a Associação Madeira Rural conta, entre os seus cerca de 40 associados, cerca de 600 camas. E até poderia incluir as restantes, que bem ou mal, não estão reconhecidas por lei ou associativismo.
Caso para dizer que a Madeira, no que toca a turismo rural, desde que bem trabalhado, divulgado e comercializado, está muito bem e recomenda-se!

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia.

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