Negócios ‘pouco claros’ são do domínio público

Gil Canha diz que já existiam vários indícios de que o Governo Regional estava a gastar dinheiros públicos de uma forma pouco clara.

O PND considera que as investigações que estão a ser desenvolvidas pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) sobre as contas da Madeira já deveriam ter sido desenvolvidas há mais tempo, uma vez que já existiam vários indícios de que o Governo Regional estava a gastar dinheiros públicos de uma forma pouco clara.

“O Ministério Público aqui na Madeira nunca fez nada, o senhor Representante da República nunca fez nada. As entidades que são responsáveis pela fiscalização do Governo Regional deixaram o dr. Alberto João Jardim em roda livre”, denunciou Gil Canha, hoje em conferência de imprensa junto às instalações da antiga Secretaria Regional do Equipamento Social.

O dirigente do PND referiu, a titulo de exemplo, que na Secretaria Regional do Equipamento Social existiam responsáveis pela fiscalização de obras públicas que participavam em ralis, os quais eram patrocinados pelas grandes empresas de construção civil.

“Esta situação é um verdadeiro escândalo! Como é que governantes que têm a missão de fiscalizar as obras públicas recebem patrocínios para entrar em ralis? Não eram um ou dois, foram vários os casos”, denunciou Gil Canha.

O dirigente do PND apontou, ainda, que existem antigos e atuais governantes “que nunca herdaram nada de ninguém e que de repente aparecem com casas, com piscinas e grandes carros de luxo”.

“As pessoas agora começam a perceber para onde é que foi o dinheiro que o dr. Jardim diz que fez em obras públicas. Por isso, esta equipa do Ministério Público que anda a investigar a Secretaria Regional do Equipamento Social também tem que olhar para esses sinais exteriores de riqueza e também tem que olhar para esses indícios que são evidentes e conhecidos pela sociedade madeirense”, defendeu Gil Canha.

Aquele responsável considera, ainda, que se o presidente do Governo Regional “tivesse vergonha na cara demitia-se imediatamente”, dado que levou a Madeira “a um beco sem saída”.

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