Bem-te-quero e malmequeres‏

Escrita “made in” Madeira

Vem a talhe de foice sublimar o que em termos de escrita tem vindo a acontecer nos últimos sete/oito anos muito por via dessa capacidade que todos nós possuímos e que dá pelo nome de “sonho”.

Chame-se-lhe fenómeno, chame-se-lhe tendência, chame-se-lhe o que se lhe quiser chamar, a verdade é que uma nova geração de pessoas que escrevem (escritores?) têm vindo a revelar valor, têm vindo a misturar a sua criatividade com a criatividade dos escritores de antanho, alguns que já morreram por morte, outros que caminham mortos em vida, contribuindo para enaltecer o que em termos de palavra escrita tem vindo a ser criado, a ser escrito e a ser publicado.
Alguns nasceram na Madeira, outros lá foram parar por circunstâncias várias. Uns e outros, de forma mais tranquila, de forma mais aguerrida, têm vindo a contribuir para o interesse de todos. Porque nestas coisas há sempre os que criam, os que escrevem, os que dizem, os que lêem e os que gostam de ouvir, sendo que todos nós acabamos por ser chamados a participar nesse hábito que deve ser constante e compulsivo: o da leitura.
Porque a literatura não se faz apenas de grandes nomes, os que ficaram lavrados na História da Literatura universal, porque a literatura é algo que acontece todos os dias mesmo que muitas vezes a maioria de nós não saiba como colocar em palavra escrita o que a palavra da criatividade e da imaginação nos diz, o que tem vindo a acontecer na Madeira muito se deve a uma editora, O Liberal, que, entre outras causas, tem como missão o mecenato cultural vocacionado para a publicação de livros.
Também outra editora (injusto seria não referi-la), que não madeirense, em tempos ainda recentes proporcionou a publicação de alguns autores de superior qualidade e que continuam a ser uma referência no panorama literário regional.
Alguns deles tendo mesmo conseguido extravasar os limites territoriais da ilha. Alguns deles muito presentes no quotidiano desta migalha de terra no mar, lançando livros, gritando poemas na rua, reunindo pessoas à volta dos livros e das tertúlias que se geram a propósito. Pela minha parte resta-me a satisfação, a felicidade, o orgulho, a vaidade de alguns terem passado pelas minhas mãos (que se lixe a imodéstia).
Seja por uns ou por outros, seja no final de contas por todos, aqui celebro a festa da escrita deixando lavrados os nomes que hoje (e alguns que chegam de trás) são o rosto do que por cá se vai fazendo em termos de escrita criativa: GRAÇA ALVES, ANTÓNIO CASTRO, POLICARPO NÓBREGA, NATÁLIA BONITO, JOANA AGUIAR, CONSTANTINO PALMA, GIZELA DIAS DA SILVA, TERESA VALÉRIO, JOSÉ MELIM, GILBERTO TELES, MARIA NICODEMOS, LUISA PAOLINELLI, LÍDIO ARAÚJO, LÍLIA MATA, RUI CAETANO, ISABEL FAGUNDES, ANABELA MACHADO, ÓSCAR CORREIA, CATARINA CAMACHO, FRANCISCO FERNANDES, OCTAVIANO CORREIA, DAVID FAZENDEIRO, FÁTIMA DIONÍSIO, VIALE MOUTINHO, JOANA HOMEM DA COSTA, TERESA KLUT, ANTÓNIO PAIVA.
São apenas 27 nomes por entre alguns que continuarão, com toda a certeza, a surgir no tempo. Como brinda o poeta e escritor António Castro…ao Futuro!

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia.

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