Jardim manda investigar “barreiras alfandegárias”

‘Retenção’ alfandegária dos jornais, que estão a ser impressos em Lisboa, pode motivar queixa na União Europeia.

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse hoje que caso se confirmem “barreiras alfandegárias” entre Lisboa e o Funchal, como tudo indica que aconteceu com a retenção dos jornais diários da Madeira que estão a ser impressos temporariamente no Continente, vai interpor uma queixa junto da União Europeia.

“Acabou-se com as barreiras alfandegárias entre os países da União Europeia e o país colonial, que é a República Portuguesa, resolve impor em relação a uma região autónoma estas barreiras alfandegárias. Claro, depois ficam zangados quando a gente os critica por praticar abusos sobre o povo madeirense”.

Nestas declarações, no decorrer da inauguração da canalização do Ribeiro da Corujeira, entre o Caminho do Cabeço dos Lombos e o Caminho da Corujeira, na freguesia do Monte, o governante sublinhou ainda que a República Portuguesa não pode brincar com a segurança dos madeirenses e dos portossantenses.

“Tenho dito ao Governo de Lisboa: eu não descanso enquanto todas as obras que se relacionam com a segurança das populações não estiverem prontas. Aqueles senhores lá em Lisboa sabem que o dinheiro que seja cortado para estes fins, são eles que estão a assumir as responsabilidades se vier a acontecer algum azar”.

Na freguesia do Monte, concelho do Funchal, foram já investidos cerca de 10 milhões de euros na reconstrução dos danos decorrentes do temporal de 20 de Fevereiro.

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