Bem-te-quero e malmequeres‏

DILEMA…TU

Ontem, quando te vi
abandonada no fio do horizonte
senti crescer em mim
um poema, dilema…
Um dilema em ti, poema
(d)escrito nas insinuações
dos teus silêncios distantes,
ou talvez nas insurreições
dos teus gemidos, incontidos,
encostados na insustentável leveza
do teu corpo em mim pousado,
almiscaradamente orvalhado…
Esse teu olhar, apenas ele, e eu, e o meu olhar,
emudece a algazarra das minhas palavras
quando as deixo abandonadas no poema,
e lá longe, lá muito longe, no horizonte,
no fio do meu dilema…tu.

António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia.

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