CDS/M exige renegociação do OE

Centristas madeirenses querem renegociação do Orçamento do Estado, caso contrário, admitem ser melhor uma crise politica. 

O CDS/Madeira considera inaceitável o Orçamento de Estado para 2013 apresentado pelo Governo da República, na passada segunda-feira, na Assembleia da República e defende que o mesmo tem de ser renegociado. O líder regional do CDS, José Manuel Rodrigues afirmou hoje, em conferência de imprensa, que o“CDS/M não pode aceitar que a consolidação orçamental no próximo ano seja feita 81% do lado da receita, isto é, com um aumento brutal de impostos, sobretudo IRS dos cidadãos, mas também o aumento de impostos sobre as empresas, e apenas 19% de cortes do lado da despesa do Estado”, criticou.

Os centristas regionais defendem que “é necessário atacar rapidamente os gastos supérfluos do Estado, designadamente aquelas que têm a ver com as parcerias público privadas com a má gestão das empresas públicas e com as despesas intermédias do Estado”.

José Manuel Rodrigues entende que este OE tem de ser renegociado na Assembleia da República, designadamente quanto à carga fiscal e aumento exagerado do IRS porque a “estabilidade política mas não pode ser feita à custa da destruição do tecido económico e social do país”. Neste sentido o parlamentar centrista considera que “o OE deve ser renegociado na entre os dois partidos da maioria PSD e CDS, mas também o PS tem de ser chamado a responsabilidade da pesada dívida como do acordo com a troika, para que seja possível encontrar medidas que reduzam a despesa e aliviem a carga fiscal sobre os cidadãos e sobre as empresas”, declarou. Rodrigues afirmou mesmo que apesar de achar que uma crise política neste momento poderia conduzir a um aumento das taxas de juros da dívida portuguesa e pôr em causa a tranche financeira da troika no valor de 5 mil milhões de euros que está para chegar no mês de novembro, “mais vale uma crise política agora do que a aprovação de um orçamento que no próximo ano vai agravar profundamente a recessão económica, conduzir ao encerramento de milhares de empresas e criar mais desemprego”, observou.

Já no que concerne ao Orçamento de Estado para a Madeira José Manuel Rodrigues mantém o posição do ano passado continuando a defender que “a sobretaxa do IRS que o Governo da Republica quer aplicar em 2013 deve reverter para os cofres da RAM como está plasmado na Constituição.

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