White Haus apresenta “Modern Dancing” no Porto

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A menos de uma semana da chegada às lojas do novo álbum de White Haus, uma edição Cultura FNAC, João Vieira anuncia concerto de apresentação de “Modern Dancing”.

A partir do dia 30 de Setembro, a compra do disco na FNAC dará acesso exclusivo ao concerto de apresentação que se vai realizar no dia 18 de novembro no Cinema Passos Manuel, no Porto (entradas limitadas à capacidade da sala). Existe também a possibilidade de adquirir o disco na sala do espetáculo na noite do evento. Em ambas as situações, para assistir ao concerto, basta apresentar o talão de compra à entrada.

“Aquilo que distingue João Vieira de muitos artistas da sua geração é o facto de ser um ávido consumidor de discos e dessa visão quase caleidoscópica da sua faceta melómana (ou não fosse ele, enquanto DJ Kitten, um dos mais marcantes Djs nacionais da última década e meia) se expressar de uma forma una e singular na sua música, seja através dos X-Wife ou desta sua aventura a solo – White Haus.

Para alguém que, como eu, tem nos discos o seu principal vício, ouvir cada uma das suas novas produções é um exercício altamente estimulante e “Modern Dancing” não foge à regra.

Parece que João Vieira completa aqui o circulo iniciado com “White Haus EP” e continuado com “The White Haus Album”, juntando as pontas aparentemente soltas, para nos dar uma visão alargada do seu universo. Para isso convocou alguns cúmplices que o ajudaram a chegar mais longe. André Simão, Graciela Coelho e Gil Costa conferem a este disco a dinâmica de banda de que tanto gosta e que permite que as suas visões se tornem mais plenas.

E são essas visões e a forma personalizada como se concretizam que fazem a música de White Haus tão especial.

Parece mais ou menos evidente que João Vieira nutre uma paixão quase militante pela música saída de Nova Iorque, entre a segunda metade dos 70 e a primeira dos 80: Brian Eno, Talking Heads, Tom Tom Club, Arthur Russell, o clan da 99 Records e todo esse Disco not Disco que fez das noites do Paradise Garage e do Roxy as grandes referências da modernidade pós-Punk. Ele, aliás, confessa-o na página do facebook de White Haus.

Mas ao ouvir “Modern Dancing” a minha viagem não fica por aqui. De repente, parece que Ron Hardy e o efusivo entusiasmo que emanava da sua cabine do Music Box e que esteve na génese da revolução House, operada em Chicago, ressuscita para se transformar, de novo, em experimentação e modernidade. E as pistas que deixaram Kraftwerk, Egyptian Lover, Unknown DJ, Cybotron e A Number of Names ou o eixo de Minneapolis, liderado por Prince e consumado nas Vanity 6 ou o Euro Synth-Pop infectado pelo Disco dos Spandau Ballet, Soft Cell ou Human League, para se cumprirem duas décadas depois pelas mãos de operações como a DFA, a Tiger Sushi ou a Italians Do It Better, ganham a dimensão certa nesta música inquietante, que nunca é pastiche e nunca esconde as suas origens.

E depois há as canções a que João Vieira, por muito que desconstrua e destorça, não consegue fugir, ou não fosse Bowie o seu grande herói. Para bem de todos nós, melómanos.”

O vídeo para o single “Greatest Hits”, realizado por Vasco Mendes e filmado no Porto, conta com a participação de mais de 150 alunos da Escola Superior de Artes e Design em Matosinhos.

Durante 3 dias os alunos do curso de design da comunicação da ESAD estiveram envolvidos na elaboração do vídeo utilizando a técnica de rotoscope, que implica uma intervenção “frame a frame” sobre a filmagem. A sequência foi impressa, os alunos intervieram manualmente e no final foi fotografada na íntegra de forma a reintegrar o vídeo.

Nele está retratada a vida de um produtor que teve sucesso nos anos 80 e que trabalha no presente como produtor de bandas. Tudo parece correr bem com a banda que está a produzir (White Haus) mas em vários momentos sente uma enorme vontade de voltar a subir aos palcos e assumir o protagonismo (em vez de estar atrás de uma mesa de mistura).

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