Bloco não abdicará da “fiscalização à governação”

Ainda sobre a tomada de posse do novo secretário regional da Saúde, o Grupo Parlamentar do BE na Assembleia Legislativa da Madeira, emitiu o seguinte comunicado:

«O Grupo Parlamentar do BE alertou o Presidente da Assembleia, na passada terça-feira, quando recebeu a convocatória do Plenário que dará posse ao novo Secretário Regional da Saúde, para a irregularidade que estaria a ser cometida pela não observância dos prazos para a convocação das reuniões plenárias. Alertamos também a presidência para o facto de estar a ser ignorada a Conferência dos Representantes dos Partidos que, habitualmente, é a entidade responsável pela convocação dos plenários. Em resposta enviada a este Grupo Parlamentar, o Presidente da Assembleia manteve a convocatória do Plenário para a referida tomada de posse.

Esta irregularidade processual será objeto de análise na próxima Conferência dos Representantes dos Partidos onde o BE não deixará de a suscitar. Apesar disso, o Grupo Parlamentar do BE estará representado na referida tomada de posse pela simples razão de que não pode ser dada, a este Governo Regional, qualquer desculpa para que – ao fim de quase dois anos de mandato – não comece, por fim, a resolver os graves problemas com que o sector da saúde se confronta. Depois de dois anos perdidos urge que o Governo comece, finalmente, a governar e não será pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda que Miguel Albuquerque terá qualquer desculpa para não o fazer, já! Esta posição, aqui assumida, não altera em nada a nossa opinião sobre as remodelações em curso. Sempre dissemos que o problema não é deste ou daquele Secretário Regional. O problema é estrutural, de todo o Governo, e, em primeiro lugar, de Miguel Albuquerque.

O Presidente do Governo, principal responsável governativo da Região Autónoma, ainda não conseguiu solucionar nenhum dos principais problemas com que os madeirenses se defrontam: o desemprego continua a galope, a mobilidade e a trapalhada em torno dos reembolsos das viagens aéreas continua na mesma, a prometida ligação marítima entre a Madeira e o continente é uma miragem, a saúde está ‘de pantanas’, a pobreza e exclusão social não dão sossego a milhares de conterrâneos nossos que vivem na indigência, as promessas feitas são letra morta e os privilégios aos mesmos ‘amigalhaços de sempre’, que continuam a ser os Donos Disto Tudo, não cessam. Por isso reafirmamos: não basta mudar as moscas.

É necessário mudar políticas. Estaremos vigilantes e não abdicaremos da fiscalização à governação nem permitiremos que Albuquerque continue a culpar Deus, o Mundo e a República pela sua incapacidade e incompetência para solucionar os enormes problemas que afligem milhares de pessoas na Madeira e Porto Santo».

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