O adeus ao “Pai da Liberdade”

Dezenas de populares e várias figuras públicas prestaram, nesta terça-feira, a última homenagem a Mário Soares, falecido no passado sábado, dia 7, com 92 anos de idade.

Na sessão solene, realizada nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, o momento mais emotivo da referida cerimónia foi quando se ouviu a falecida Maria Barroso declamar um poema de amor.

O corpo do antigo Presidente da República, Mário Soares, foi velado no Mosteiro dos Jerónimos por dezenas de populares e várias figuras públicas. Foram muitos os que se faziam acompanhar de rosas, símbolo do Partido Socialista, mas também de cravos vermelhos, considerado o símbolo da liberdade.

A urna foi colocada no local onde Mário Soares assinalou a entrada de Portugal na CEE. O cortejo fúnebre fez um percurso longo, tendo sido feitas breves paragens, nomeadamente no Palácio de Belém, Assembleia da República, na Fundação Mário Soares e sede do PS no Largo do Rato, antes de chegar ao cemitério dos Prazeres.

Foram muitos os que aguardaram nas ruas para assistir ao cortejo e dar o último adeus a Mário Soares, considerado o «Pai da Liberdade».

O Primeiro-ministro António Costa não pôde estar presente na cerimónia mas fez uma intervenção, a partir da Índia, onde se encontra em visita de Estado, através de um vídeo de cerca de 10 minutos. “Mário Soares foi, em momentos decisivos, o rosto e a voz da nossa liberdade. Desse título, que era certamente aquele que mais lhe agradaria, raros homens se podem orgulhar”, afirmou Costa.
PS sofre “a maior das

perdas imagináveis”
O Partido Socialista (PS) considerou que “Portugal perdeu hoje o pai da Liberdade e da Democracia, a personalidade e o rosto que os portugueses mais identificam com o regime nascido a 25 de abril de 1974”.

Numa declaração publicada na página oficial do partido, com o desaparecimento de Mário Soares, o PS salienta que “acaba de sofrer a maior das perdas imagináveis, a sua maior referência, o fundador e militante número 1, figura maior e indelével do socialismo democratico português e europeu”.

“Este é um momento de profunda dor para todos os socialistas, que sabemos partilhada por tantos e tantos portugueses, que reconhecem em Mário soares uma figura maior da nossa democracia”.

Os Eurodeputados do PS manifestaram o seu pesar pela morte daquele que consideram a figura maior do socialismo democrático e da social-democracia em Portugal e um dos mais prestigiados políticos europeus e mundiais.

“Mário Soares foi a figura maior do socialismo democrático e da social-democracia em Portugal e um dos mais prestigiados políticos europeus e mundiais. Paladino da liberdade, entre as múltiplas e relevantes funções que desempenhou esteve a de membro do Parlamento Europeu eleito pelo Partido Socialista, o seu partido de sempre”, refere uma nota dos eurodeputados socialistas.

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