“Nunca aceitaremos que os árbitros sejam os bodes expiatórios de insucessos”

“O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol promoveu, na Cidade do Futebol, uma reunião com os clubes do futebol profissional.

Foi um encontro de trabalho franco, aberto e por isso proveitoso. Aliás, aproveitamos desde já para anunciar que o Conselho de Arbitragem tenciona levar a cabo reuniões deste género também no início e no final de cada época.

O Conselho de Arbitragem mantém canais de diálogo abertos com os clubes e estará sempre recetivo a ouvir as sugestões de dirigentes, treinadores e jogadores, no sentido de construirmos, em conjunto, um Futebol cada vez mais forte.

O Conselho de Arbitragem – este Conselho de Arbitragem – nunca se fechará atrás de muros, desculpas fáceis ou corporativismos. Sabemos que já cometemos erros e que provavelmente vamos cometer mais. Sabemos que os árbitros cometem erros. E eles também sabem porque semanalmente o sentem.

Aceitamos a crítica, se ela for construtiva. E sabemos que a arbitragem será sempre uma área potencialmente geradora de críticas.

Mas nunca aceitaremos que os árbitros sejam os bodes expiatórios de insucessos.

Uns organizam as competições, outros têm de treinar e de jogar, outros gerem os seus clubes, os árbitros arbitram, outros ainda aplicam a justiça desportiva. Cada qual cumpre as suas atribuições e funções. O Conselho de Arbitragem, a que presido, gere os árbitros e a arbitragem. E não permite magistérios de influência, de comentadores, de ex-árbitros, de alguém ou de alguma organização em particular, sobre a arbitragem e sobre este Conselho.

Gostaríamos de terminar com uma mensagem de esperança, tal como tivemos oportunidade de dizer aos clubes: todos juntos seremos capazes de fazer melhor.

Estamos a apostar forte na formação, na melhoria das condições de treino e dos métodos de avaliação.

Sabemos o sacrifício que os árbitros fazem, o que suportam e sabemos que serão, também eles, capazes de melhorar.

Acreditamos que depois da reunião de hoje os clubes passaram a ter mais ferramentas para compreender o trabalho profundo que está a ser feito no setor da arbitragem.”

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