PSD encontrou “emergência social” no Bairro da Ribeira Grande

O Grupo Parlamentar do PSD, acompanhado pelo executivo da Junta de Freguesia local deslocou-se, hoje, ao Bairro da Ribeira Grande, em Santo António, onde encontraram aquilo que classificam de “emergência social”.

“Estamos perante um grave atentado à saúde pública”, alertou o deputado social-democrata João Paulo Marques, identificando os principais problemas apontados pelos moradores daquele bairro municipal da SOCIOHABITA.

“Encontramos casos muito concretos de abandono e desprezo por parte da Câmara Municipal do Funchal (CMF): apartamentos com casos graves de inundações nas paredes e no chão, portas estragadas, canalizações que não funcionam e, mais grave, casos de esgoto a céu aberto”, identificou João Paulo Marques.

Os moradores transmitiram à comitiva do PSD que se sentem abandonados, e que apesar de se deslocarem e exporem os problemas na CMF por várias vezes, a autarquia não responde nem oferece nenhum tipo de solução para os problemas apresentados.

O deputado do PSD recorda assim o slogan que Paulo Cafôfo utilizou na campanha de 2013 ‘Pelas Pessoas’ que não tem cumprido, lançando um desafio ao presidente da CMF.

“Não tenha vergonha de vir aos bairros sociais da SOCIOHABITA. Venha aqui e encare as pessoas”, disse. “Porque nós relembramos que, em 2013, o senhor presidente foi eleito com o slogan ‘Pelas Pessoas’ e, neste momento, não está a trabalhar para as pessoas que vivem nos bairros sociais da empresa municipal SOCIOHABITA, e muito menos para as pessoas que moram no Bairro da Ribeira Grande”, concluiu João Paulo Marques.

A visita da comitiva do PSD aos moradores do complexo habitacional da Ribeira Grande contou também com a presença deputados municipais e o com executivo da Junta de Freguesia local.

O presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Rui Santos, lamentou a postura da CMF, que adia constantemente a resolução dos problemas dos moradores, que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse vontade política.

“Os moradores vão várias vezes à CMF fazem as suas exposições e os seus problemas são constantemente adiados e não havendo uma resposta positiva por parte da Câmara”, referiu Rui Santos, adiantando que as queixas da população não se esgotam no interior das habitações já que as zonas comuns e jardins estão votados ao abandono.

“Os jardins são mantidos pelos moradores, que utilizam a sua água potável enquanto outros jardins estão ao abandono, porque as pessoas não conseguem fazer mais”, disse Rui Santos.

“No interior notei que há apartamentos onde os moradores já iniciaram pequenas reparações, mas com os parcos orçamentos familiares que têm não irão conseguir dotar os apartamentos das condições dignas que merecem”, concluiu o autarca social-democrata.

 

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