Ex-director do FBI acusa Trump de “usar mentiras”

O ex-director do FBI, James Comey, demitido em Maio e que está a ser ouvido no Congresso sobre a alegada ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, acusou Donald Trump de “usar mentiras” para difamá-lo durante as explicações públicas apresentadas para o seu despedimento.

Respondendo às questões dos congressistas, Comey disse não ter dúvidas de que o governo russo esteve por trás de várias tentativas de interferência nas eleições, mas referiu que não acredita que qualquer voto tenha sido alterado.

Questionado pela democrata Dianne Feinstein se considerava que tinha sido despedido por causa da investigação à Rússia, nomeadamente quando Trump lhe pediu para não investigar o ex-conselheiro de segurança nacional Michael Flynn e as ligações que este tinha a Moscovo, Comey respondeu: “Sim, porque ouvi o presidente dizê-lo”.

A audição ao ex-director do FBI, muito aguardada, é pública e decorre no Comité dos Serviços de Inteligência do Senado. Está a ser transmitida pelas principais estações generalistas norte-americanas, ABC, CBS e NBC, e por vários canais de informação.

Comey foi demitido de forma repentina, a 9 de Maio, numa altura em que estava a supervisionar uma investigação sobre os alegados contactos mantidos entre a campanha de Trump e a Rússia durante a corrida às presidenciais nos Estados Unidos. Vários ‘media’ norte-americanos revelaram que o Presidente teria pedido a Comey para terminar as investigações relacionadas com o seu ex-conselheiro de segurança nacional Michael Flynn, acusado de mentir sobre contactos com responsáveis russos e uma das figuras centrais do dossier russo.

Segundo notas pessoais escritas pelo ex-director do FBI, o pedido teria sido feito durante uma reunião na Casa Branca, em Fevereiro.

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