Plano estratégico para a agricultura biológica nos Açores concluído dentro de seis meses

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional da Agricultura, assinou onte,, em Angra do Heroísmo, um protocolo com a Cooperativa BioAzórica para a definição de uma estratégia regional para a agricultura biológica, que deverá estar concluída dentro de seis meses.

“A BioAzórica é uma cooperativa de charneira nesta área e tem um conhecimento adquirido profundo”, afirmou o Diretor Regional da Agricultura, acrescentando que o plano estratégico que vier a ser delineado “só será consequente e efetivo se corresponder às necessidades da produção, dos produtores e do mercado”.

José Élio Ventura falava após a assinatura do protocolo, numa cerimónia em que também esteve presente o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte.

As duas partes vão trabalhar em conjunto com vista à criação de um grupo de trabalho, que envolverá ainda técnicos da administração pública regional e especialistas da Universidade dos Açores, a quem caberá também a definição de um plano de ação.

José Élio Ventura salientou que se pretende aumentar o rendimento dos produtores e criar alternativas para determinadas limitações de produção, destacando a importância desta área da agricultura.

“Existe um interesse crescente dos cidadãos pela agricultura biológica, uma vez que ela traz benefícios ambientais, para a saúde pública e para a segurança alimentar”, sustentou o Diretor Regional, para quem a agricultura biológica é atualmente uma “estimulante oportunidade de negócio”, já que “o mercado absorve de forma clara e evidente” aquilo que é produzido.

A agricultura biológica tem vindo a crescer nos Açores, passando de 22 para 93 produtores entre 2005 e 2016, período em que a área explorada aumentou de 68 para 660 hectares.

José Élio Ventura destacou ainda o facto de existir uma evidente vontade das produções tradicionais, como o leite e a carne, apostarem no modo biológico, um segmento que deve ser potenciado devido às limitações existentes na produção tradicional.

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