Simone Veil morreu

Simone Veil, a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu, morreu ontem, aos 89 anos. Simone Veil foi a autora da lei da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, em 1975, enquanto ministra da Saúde, em França.

Figura maior da vida política francesa, académica, Simone Veil escapou aos campos da morte durante a II Guerra Mundial, para onde foi deportada com 16 anos, e encarnava para os franceses a memória do holocausto judeu.

Curadora da Fundação Gulbenkian, feminista inflexível, com fortes convicções morais e republicanas, Simone Veil foi a primeira mulher a assumir as funções de ministra de Estado em França, assim como foi a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu.

Simone Veil nasceu em 13 de julho de 1927 em Nice, sudeste de França, no seio de uma família judia e laica. Toda a sua família foi deportada em 1944 para campos de concentração: o seu pai e o seu irmão, Jean, para a Lituânia, uma das irmãs foi mandada para Ravensbruck, e ela, a sua mãe e uma segunda irmã foram deportadas para Auschwitz. Apenas as três irmãs sobreviveram.

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