500 portuguesas ainda vão abortar a Espanha

A despenalização do aborto em Portugal aconteceu há 10 anos, mas ainda há cerca de 500 portuguesas que vão anualmente a Espanha interromper a gravidez. Fazem-no em nome da privacidade e por já terem ultrapassado o prazo legal.

De acordo com Associação de Clínicas Acreditadas para a Interrupção da Gravidez (ACAIVE), de Espanha, a maioria das mulheres que opta por realizar um aborto no país vizinho fá-lo por estar grávida há mais de dez semanas, o prazo máximo previsto na lei portuguesa, que entrou em vigor há dez anos, a 15 de Julho de 2017. Em Espanha, a interrupção da gravidez a pedido da mulher é permitida até às 14 semanas.

Outra das razões é a confidencialidade que acreditam conseguir noutro país.

A ACAIVE estima que, anualmente, 400 portuguesas abortem em clínicas situadas em Badajoz, 60 em estabelecimentos na Galiza, 26 em Huelva e entre duas a três em Valladolid.

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