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Autor Tópico: As verdades quando ignoradas preparam a sua vingança
pintoaj
Administrador
Posts: 16
Publicar As verdades quando ignoradas preparam a sua vingança
on: 4, November , 2009, 17:38

RICARDO FREITAS
Dirigente sindical

A liberdade é um estado de graça e só se é livre enquanto se luta por ela.

Com esta verdade quero iniciar este escrito pois nunca é demais dar relevo ao esforço que o exercício da liberdade implica.

Vivemos numa região onde inúmeras as vezes que o interesse particular se sobrepõe ao interesse colectivo ou, se preferirem, ao bem comum, relegando para um plano secundário o esforço, mesmo o sacrifício que implica a perda do estado de graça de que falava (a liberdade) porque muitos esquecem que só se é livre quando se luta pelo exercício pleno da liberdade. E que esta implica um combate permanente e não um exercício adiado ou suspenso, enquanto o momento “oportuno” não aparece.

Vivemos num país em que o maior partido da oposição (PSD) se encontra num estado adiado, onde a falta de clareza sob o que fará Manuela Ferreira Leite, condiciona o bom funcionamento ou papel do seu partido. Por exemplo importa saber se é ou não recandidata a líder? Se não, se apoia alguém no PSD? Que fará no momento do OE? Qual a vantagem para o PSD e para o país desta atitude? Prolongar as guerras intestinas no seu partido? Ou será mais um exemplo de incompetência política a que já nos habituou?

Enquanto a confusão lavra para os lados do PSD, eis que surge o novo governo. Pelas caras conhecidas, um elenco fiável e confiável. Mas, como reza a história, temos de esperar para ver. Os governos são como os melões ou as melancias, temos de abri-los para confirmar as nossas melhores expectativas.

Pelo nosso burgo regional encontramos o PS/M, ainda e, por mais uns meses, num estado de cataclismo. Nada que me surpreenda. Tão pouco me surpreende a promoção que a mesma efectua junto de uma candidatura e as convergências que evidencia com algumas personalidades mais ou menos históricas, mas que com o seu silêncio e complacência têm vindo a apoiar a actual direcção e a sua escolha. Todos calculamos o porquê. Chamo-lhe uma opção política de puro calculismo que a exemplo de outros tempos põe o tal interesse particular à frente do interesse colectivo. Pelo menos espero que o debate surja e que espectáculos degradantes como alguns que temos observado (por exemplo aquando da discussão da proposta de Lei das finanças regionais, na ALM) sejam banidos desta campanha. Espero mas não acredito.

As verdades quando ignoradas preparam a sua vingança. Enquanto o PS/M não quiser discutir e encontrar as verdades que levam este partido a não ganhar a confiança do eleitorado; Enquanto as coisas não passarem por uma vontade indómita de ganhar uma credibilidade junto do povo; Enquanto não se entender as razões que levam os cidadãos das zonas mais urbanas, em particular as mulheres e os jovens, em não identificar o PS/M como um partido alternativo de poder, nada se poderá fazer para inverter o actual estado desse partido; Enquanto o PS/M atacar o PS nacional e procurar culpabilizá-lo pelas suas próprias derrotas, porque entende que assim se poderá obter o concurso e favor dos cidadãos, incorre-se no erro de menosprezar a inteligência e sabedoria dos eleitores. E assim não. Assim nunca se chegará a bom porto.
Para bem escolher uma nova liderança é necessário escolher um projecto, um rumo e uma equipa. Para bem escolher um líder é necessário confiar e reconhecer no dito um carácter forte e impoluto, uma vontade de servir a comunidade e uma sensibilidade política onde a intuição, a determinação e a tolerância pontuem. É ainda necessário que o conhecimento, o saber e as competências, não lhe estejam ausentes. É preciso que seja alguém que personifique um bom exemplo de cidadania. O que todos dispensarão, certamente, será que essa escolha decorra num processo do tipo “Abel e Caim”

Luís Vieira
Membro
Posts: 1
Publicar Re: As verdades quando ignoradas preparam a sua vingança
on: 5, November , 2009, 00:46

No PS/M vejo muita gente que põe os seus projectos pessoas a frente do colectivo, são capazes de “apunhalar pelas costas” os seus camaradas e o Partido para poderem garantir o “tacho”.
A política já não se rege por uma ética, o que impera é a lei da selva onde vale tudo para ficar por cima da carniça ou apanhar os restos de quem tem o poder. Se é para anda na “telenovela” das guerras internas mais vale fechar o partido e só reabrir quando esses senhores ganharem juízo.
O PS necessita de caras novas, gente que não esteja acomodada a sina de ser oposição eternamente, gente capais de fazer o que for necessário para não deixar definhar a democracia e conservar viva a liberdade que nos resta.

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