Impacto da iluminação pública nas aves marinhas

Vão decorrer nas escolas do Porto Santo um conjunto de palestras intituladas “Salve uma ave marinha”.

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), em colaboração com a Porto Santo Verde, EEM e o Município do Porto Santo, levam a efeito, a partir de hoje, palestras em todos os estabelecimentos de ensino da ilha do Porto Santo, com o objectivo de sensibilizar para o impacto da iluminação pública nas aves marinhas.

No Porto Santo, nidificam quatro espécies de aves marinhas que apresentam distintos estatutos de conservação e que têm sido afectadas pela iluminação pública, tais como a cagarra, a alma-negra, o roque-de-castro e o pintainho.

Assim, este conjunto de palestras tem como objectivo alertar para a problemática em causa e informar sobre como proceder ao encontrar uma ave marinha encadeada. É desenvolvida no âmbito do Projecto LIFE Ilhéus do Porto Santo, coordenado pelo Parque Natural da Madeira em parceria com a SPEA, que decorre até 2014.

Com efeito, a poluição luminosa é amplamente reconhecida como uma ameaça para as aves marinhas e esta problemática tem-se tornado mais alarmante à medida que aumentam as pressões de desenvolvimento nas áreas costeiras.

Este grupo de aves está mais vulnerável por adquirirem hábitos nocturnos durante a época de nidificação e por terem olhos adaptados à visão nocturna. Por serem muito sensíveis à luz artificial, podem colidir com edifícios, linhas eléctricas e vegetação alta, acabando por cair e sujeitarem-se à presença de predadores ou atropelamentos.

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