Comerciantes à espera da “Noite do Mercado”

Vendedores do Mercado dos Lavradores estão à espera da “Noite do Mercado” para salvar às vendas.

A pouco menos de um mês para o Natal o CidadeNet esteve no Mercado dos Lavradores, no Funchal, a ouvir os comerciantes que se queixam de quebras acentuadas nas vendas e temem que o corte no subsídio de Natal, implementado pelo Governo da República, torne as coisas ainda mais complicadas. Os vendedores que falaram à nossa reportagem esperam agora pelos próximos fins-de-semana e pela “Noite do Mercado” para “salvar as vendas deste ano”.

Há 27 anos com uma banca de fruta e legumes no Mercado do Lavradores, José Pestana, revela que os últimos três meses têm sido difíceis porque as vendas estão fracas. De acordo com o comerciante as coisas só mexem mais um pouco ao fim de semana e quando há cruzeiros no Porto do Funchal.

“As vendas estão más e têm decrescido, significativamente, porque as pessoas estão a perder poder de compra e vão-se resguardando e poupando o que podem. E os que aparecem levam tudo pelo mais barato”, revela José Pestana. Apesar de desanimo o comerciante tem esperança que os próximos fins-de-semana e a noite do “Noite do Mercado” possam dar uma ajuda ao negócio.

A mesma opinião é partilhada por Filipe Abreu, funcionário de uma banca de legumes no mercado há cerca de 12 anos. “Isto está feio, mas a pessoa tem esperança que as coisas melhorem e agora estamos a aguardar pela semana antes do Natal e pelo dia anterior à “Noite do Mercado” para vendermos mais alguma coisa. Não podemos contar com a “noite” do Mercado porque a noite é para os comes e bebes, mas contamos com o dia 23 de Dezembro, pois é nesse dia que vendemos alguma coisa”, conta.

Já, Viviana Gonçalves, vendedora, há 15 anos no mercado do Funchal, não está muito confiante, pois teme que o corte de 50% no subsídio de Natal dos funcionários públicos, que se estende já ao privados, vá complicar ainda mais as vendas.

“Aqui nesta banca já vi as coisas melhores, sentimos que as pessoas não têm dinheiro e sem metade do subsídio de Natal não sei se o negócio melhorar”, declara.

Questionada sobre as expectativas para a “Noite do Mercado” Viviana Gonçalves considera que não será essa noite que trará mais gente e mesmo que venham mais pessoas “a Noite do Mercado já não é o que era”, afirma, pelo menos para as frutas e legumes.

O CidadeNet falou também com alguns comerciantes de bares circundantes ao Mercado dos Lavradores que mostraram-se expectantes para a “Noite do Mercado”. “Apostamos tudo na Noite do Mercado é o dia do ano que vendemos mais”, revela o senhor Marcelino proprietário do Bar a CICA, uma opinião que é comungada também por comerciantes que têm bares dentro do mercado.

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