“Cabrinhas” salvam negócio das verduras de Natal

As tradicionais “cabrinhas” do presépio podem salvar o negócio dos vendedores ambulantes de pinheiros e verduras de Natal.

As tradicionais “cabrinhas” que os madeirenses colocam nos seus presépios estão a salvar o negócio dos vendedores ambulantes de pinheiros e verduras de Natal, no Funchal. O CidadeNet comprovou isso mesmo hoje ao visitar a zona circundante ao Mercado dos Lavradores onde as conhecidas “camacheiras” vendem as verduras para o Natal e junto ao Edifício da Casa da Luz onde se podem encontrar pinheiros de vários tamanhos e diversas verduras típicas da época natalícia como “cabrinhas”, azevinho, musgo, fetos, cedro entre outras.

À conversa com alguns vendedores o CidadeNet apercebeu-se das suas dificuldades por falta de clientes e percebeu o que têm feito para contornar a crise.

Rosária Sousa vendedora de flores e verdura no exterior do mercado refere que as pessoas, este ano, estão a comprar muitas “cabrinhas”, para substituir por outros ramos verdes e mesmo por pinheiros.

“Notamos que não há dinheiro e o que estou a fazer é a trazer verdura da mais barata que são as cabrinhas e as pessoas têm levado muito porque é o que está mais em conta e para a próxima semana vou apostar tudo nas “cabrinhas” porque com o azevinho e com os pinheiros não consigo arrecadar nada”, conta a vendedora. Este ano os pinheiros bravos estão a ser vendidos a 10, 15, 20 e 30 euros o valor máximo.

João Jesus, vendedor ambulante de pinheiros e verduras de Natal junto ao Edifício da Casa da Luz, há mais de 40 anos também se queixa do negócio mas tenta dar à volta as vendas.

O vendedor já vende pinheiros há muitos anos e confessa que nunca viu as coisas tão mal paradas, “penso que sem dinheiro as pessoas vão voltar ao mais tradicional e vamos voltar a lapinha de escadinhas. São as cabrinhas o que mais tenho vendido, aliás desde o dia 15 de Dezembro até hoje tem sido o que mais vendi”, revela, acrescentando que “as cabrinhas” podem salvar o negócio neste Natal. De referir que uma “mão de cabrinhas está a ser vendida em vários locais do mercado e arredores a um euro”.

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