PND crítica decisão de Albuquerque

Em causa está o facto do presidente da Câmara Municipal do Funchal ter voltado atrás na decisão de aplicar a ‘derrama’.

O PND contestou hoje, em conferência de imprensa no Largo dos Varadouros, o facto do presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) ter voltado atrás na decisão de aplicar a taxa de 1% sobre as empresas com um lucro tributável superior a 150 mil euros.

Tal atitude, na opinião de Gil Canha, deve-se ao facto da maioria social-democrata “ter sido pressionada” pelos grandes grupos empresariais. “O Grupo Sousa, os bancos, os grandes empresários – como o Jaime Ramos e os irmãos Henriques – fizeram grande pressão na CMF para que a ‘derrama’ não fosse aplicada”, afirmou.

O vereador do PND na CMF criticou também o facto de Miguel Albuquerque ter tomado a decisão de não aplicar o referido imposto municipal sem primeiro ouvir os restantes vereadores.

“O dr. Miguel Albuquerque, de uma forma unilateral, resolveu voltar atrás para defender os grandes interesses económicos desta Região. Tomou essa posição sem falar com os colegas da vereação, o que já de si é uma deselegância muito grande”, apontou Gil Canha.

O vereador do PND reforçou, ainda, que a ‘derrama’ deveria de ser aplicada, sobretudo no atual contexto económico em que as famílias passam por grandes necessidades.

“Esse imposto iria ser pago pelos ricos e não pelos pobres”, sublinhou Gil Canha, acrescentando que prevaleceu “a ganância dos grandes grupos que não são solidários com o cidadão comum”.

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