Vigário-Geral faz apelo à solidariedade no Dia do Trabalhador

Tradição em honra São Tiago Menor mantém-se sendo que o Cónego Fiel de Sousa apela à “solidariedade entre a igreja e a população”.

A procissão em honra de São Tiago Menor, o padroeiro da cidade do Funchal, voltou esta manhã a sair às ruas da baixa da cidade e reuniu centenas de fiéis, com os colares de malmequeres de Maio pendurados ao pescoço, um símbolo do Dia do Trabalhador, junto à Capela do Corpo Santo. Em declarações à comunicação social o cónego Fiel de Sousa, que presidiu à Eucaristia na igreja do Socorro, recordou a origem desta tradição que remonta a 1538 quando os vereadores da autarquia funchalense, entregaram a vara símbolo do poder, ao santo padroeiro numa tentativa de pôr fim à peste, que acabaria efetivamente por desaparecer da Madeira.

Numa analogia às diferente pestes que hoje assolam o nosso mundo e a que a Madeira não está imune o vigário-geral da diocese do Funchal adiantou que a sua homilia iria versar sobre as “as pestes atuais que afetam a cidade e a Região, nomeadamente, o desemprego, a fome, o isolamento e a falta de trabalho.

“Hoje no nosso mundo, as epidemias, a peste tem outros nomes, há tantos problemas, do isolamento, da falta de trabalho, da falta de esperança. Estas pestes que muitas vezes assolam, quer a nossa Europa, quer o nosso país, quer o mundo, nós precisamos de ter força nos Santos, ter força em nós para vencermos as pestes que podem grassar a nossa vida”, frisou, acrescentando que numa altura difícil como a que a Madeira está a atravessar é fundamental “imperar a solidariedade entre a igreja e a população”.

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