Consumo de poncha não esmorece

O tempo ainda não está frio o suficiente, mas uma poncha regional cai sempre bem.

Esta é uma das melhores alturas do ano para vender a tradicional poncha. Henrique Vicente, proprietário da Taberna da Poncha, na Serra de Água, está satisfeito com o movimento verificado nestes dias. Madeirenses e turistas aproveitam para conviver com os familiares e amigos e isso reflecte-se nos estabelecimentos comerciais.

“Para beber, pouco ou muito, sempre aparece. O Natal é a melhor parte do ano, depois no início do ano temos uns meses mais fracos, mas vamos aguentando”, adianta, sublinhando que o facto de não pagar renda dá uma grande ajuda nas contas mensais.

A Taberna da Poncha, contrariamente a outros locais onde se vende esta bebida, mantém-se fiel às tradições e não entra em grandes modas. As ponchas de tangerina ou de maracujá “também são boas, mas aqui prefiro vender só o que é tradicional: limão ou laranja”.

Henrique Vicente acrescenta que, além da qualidade a que acostumou os seus clientes, com fruta fresca e aguardente de cana, a simpatia também cativa. “Vêm aqui pessoas que conheci quando eram crianças. Vinham com os pais e agora vêm com os amigos”.

Ser comerciante, nos dias que correm, obriga a grandes esforços e a tácticas para contornar a crise e a contenção dos consumidores. É certo que vem aí mais crise, que as pessoas vão sentir mais dificuldades, mas “precisamos de estar preparados para tudo”, sublinha, certo que esta crise, tal como as outras, também vai passar.

A Taberna da Poncha é um bom exemplo de uma empresa familiar, que emprega já 8 funcionários. Henrique Vicente lembra que o grande “boom” deu-se com a inauguração da via-rápida Funchal-Ribeira Brava e desde então tem sido sucesso. “Eu não me canso disto. Gosto de andar por aqui a falar com as pessoas”, confessa.

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