Aumento de impostos é ‘uma brutalidade’

O dirigente do SINTAP denunciou que o plano de austeridade previsto para a Região é de uma “brutalidade e crueldade sem paralelo”.

O presidente do SINTAP, Ricardo Freitas, referiu hoje, em conferência de imprensa, que a carta de intenções relativa às medidas que serão aplicadas nos próximos anos na Madeira, para fazer face à falta de liquidez presente e ao nível de endividamento regional, vêm confirmar “as maiores apreensões quanto ao caminho de austeridade e consequente recessão que se irá continuar a viver”.
No entender do dirigente sindical, os madeirenses vão fazer “um esforço superior” em relação aos cidadãos do continente. “Aquilo que se verifica em termos de aumentos de impostos é de uma brutalidade e de uma crueldade que não tem paralelo”, denunciou, acrescentando que o tempo do pagamento do empréstimo deveria ser dilatado no sentido de não se impor medidas “violentas aos madeirenses”.
Desta forma, Ricardo Freitas alerta que os próximos tempos serão muito difíceis para os madeirenses, uma vez que a pobreza e o desemprego vão aumentar acentuadamente e o “risco de falência da nossa economia será inevitável”.
“A situação regional faz antever que será adotado um modelo liberal, dando azo a profundas privatizações nos vários sectores empresariais do estado regional e quiçá, introduzindo uma redução significativa nas funções e competências da administração pública regional”, apontou o dirigente do SINTAP.
Ricardo Freitas frisou, ainda, que existem muitas questões que precisam de ser respondidas, uma delas é se existem ainda mais medidas de austeridade para além daquelas que já foram anunciadas publicamente.
Por quanto tempo terão lugar as restrições?; Quais são as políticas previstas para o desenvolvimento da economia?; Como se pretende fazer a reestruturação da administração pública regional? Está prevista a criação de programas de apoio ao emprego e de combate à pobreza? são outras das questões colocadas pelo dirigente do SINTAP.
Ricardo Freitas criticou, ainda, o facto do plano de ajustamento da dívida da Madeira não ter tido em conta a realidade insular, uma vez que a perda do subsídio de insularidade e o aumento da carga fiscal vêm encarecer o custo de vida dos ilhéus e, por sua vez, impedem o crescimento económico.
O presidente do SINTAP denunciou, também, que as negociações foram feitas unilateralmente pelos dois governos, “sem que os parceiros sociais tenham tido qualquer oportunidade de lhe serem prestadas quaisquer informações e sem que estes tivessem contribuído para um desejável diálogo social com eventuais soluções na pesquisa de outros caminhos e de outras políticas”.
Ricardo Freitas reiterou ainda que o SINTAP está disponível para um diálogo social como o governo e os vários parceiros sociais. “Se nos colocam entre a espada e a parede, se nos disparam à falsa fé sem tentarem encontrar entre os parceiros sociais condições mínimas de intervenção é, evidente, que pouco resta aos trabalhadores e às sua famílias que não seja o protesto e a luta”, avisou.

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