Aumento do pão não é consensual

Empresários da panificação ainda não decidiram o aumento do pão. Matérias primas estão mais caras.

Os empresários do sector da panificação conseguiram, nos últimos anos, suportar o aumento das matérias primas sem grandes implicações para os consumidores madeirenses.

Mas agora, dada a atual situação económica, os aumentos de vários produtos, entre os quais os bolos e o café, são dados como certos.

Quanto ao pão, as opiniões dividem-se, entre o aumento ou a manutenção do valor actualmente praticado. Uma carcaça ronda, por exemplo, os 17 cêntimos. E se o valor aumentar pode chegar aos 20 cêntimos.

Manuel Gonçalves, proprietário da Milpan – Panificadora da Madeira, diz que será complicado manter os preços, apesar de conhecer as dificuldades sentidas pelas famílias madeirenses, bem como a importância do pão na alimentação. «As empresas vão ter grandes prejuízos com o aumento dos impostos».

O responsável vai mais longe, afirmando mesmo que os problemas verificados na área da panificação estão associados não só à concorrência das grandes superfícies, como ao excesso de lojas de venda ao público. «Temos mais oferta do que procura, o mercado encontra-se algo saturado».

Já o proprietário da Pastelaria Penha D’Águia, Óscar Fernandes, não prevê o aumento do preço do pão. «Por agora vamos tentar suportar os aumentos verificados no sector da panificação”. Se bem que esta medida, para fazer face à contenção dos consumidores, tenha reflexos no lucro registado ou, até mesmo, no número de trabalhadores.

Para além do aumento do preço das matérias primas, do aumento generalizado dos impostos em Portugal, as empresas do ramo estão especialmente preocupadas com a subida dos combustíveis na Região Autónoma da Madeira. Facto que vai encarecer a distribuição.

Acrescente-se que, no território continental, muitos proprietários de padarias actualizaram as tabelas de preços. A indústria de panificação adiantou que «o pão e os bolos vão ficar mais caros em 2012, para minimizar o impacto das quebras de 30 a 45% no consumo e da subida do IVA na restauração».

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