Aumento ‘brutal’ dos passes sociais preocupa ARPIRAM

Os reformados e pensionistas apelam a Conceição Estudante que reveja os preços dos passes sociais.

A Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Região Autónoma da Madeira (ARPIRAM) entregou esta tarde uma carta aberta à secretária regional da Cultura, Turismo e Transportes a protestar contra o aumento do preço dos passes para reformados e pensionistas.

“Os aumentos verificados nos vários sectores e, neste caso particular, nos transportes públicos, são autênticos atentados à nossa dignidade enquanto cidadãos que, depois de uma vida de trabalho, vemos os nossos direitos básicos serem alienados por força das imposições externas que são implementadas sem qualquer tipo de preocupação pelas questões sociais”, pode ler-se na carta hoje entregue na Secretaria Regional de Turismo.

Desta forma, a ARPIRAM apela a Conceição Estudante que tenha “uma atenção especial” para esta situação. “A bem de uma verdadeira justiça social, exigimos que as Portarias do Governo Regional n.s 169/2011 e 170/2011, de 27 de Dezembro, sejam revogadas, com a posterior adoção de tarifários mais justos e adequadas à atual situação de crise que vivemos”, aponta a carta aberta.

Em declarações aos jornalistas, Maria Ramos referiu que alguns dos aumentos ultrapassam os 60%, lembrando que muitos reformados e pensionistas auferem baixas reformas e pensões.

“Trata-se de pessoas que dependem dos passes sociais para as suas atividades diárias, para os seus convívios e os seus encontros do dia a dia. As pessoas estão aflitas com este aumento exagerado. Quatro euros para um reformado, que recebe 100 ou 200 euros de pensão, é muito”, observou a dirigente da ARPIRAM.

Maria Ramos mostrou-se ainda preocupada com os novos reformados. “Muitos deles são pessoas que ficam desempregadas, as quais não têm outra saída senão pedir a pré-reforma. Esses novos reformados não têm direito a descontos nos medicamentos e passes sociais de reformados, uma vez que têm menos de 67 anos”, concluiu.

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