Jardim não se demite

O presidente do Governo Regional assegurou esta tarde “que ninguém se vai demitir para fazer a vontade a Lisboa”.

A cinco dias de assinar a Carta de Intenções com o Governo da República, que pode garantir o resgate financeiro da Madeira, o presidente do Governo Regional Alberto João Jardim diz que só assina um documento que seja exequível, e no qual a Madeira possa cumprir os compromissos que dele constarem.

O executivo falava na tomada de posse dos órgãos sociais da Associação de Jovens Empresários da da Madeira onde deu a entender que está a ser “pressionado pelo retângulo” para assinar um documento pode ser uma “rasteira” para o futuro da Região. O executivo regional explicou que o processo de negociação do resgate financeiro à Madeira tem sido, desde o início, “salteados de episódios rocambolescos em que cada dia a exigência é maior”.

“Eu já vi de tudo nos últimos meses desde as eleições para cá nós pudemos estar aqui perante uma rasteira. Eu não vou assinar um documento que se vê à partida que é inexequível, tiram-nos as verbas que nós precisávamos para cumprir o que está nesse documento e para daqui a seis meses virem dizer que mais uma vez a Madeira assinou uma coisa e não cumpriu. A  posição que nós temos tomada é que só vamos assinar um documento que possamos cumprir”, declarou o governante, acrescentando que se não assinar o documento até segunda-feira haverá uma crise política para derrubar o seu governo.

“Se não assinar agora vamos ter uma crise política, mas não é a crise política que se pretende em Lisboa que é o governo se demitir para fazer a vontade aos senhores de Lisboa mas porque já lá foi o tempo em que Lisboa escolhia o governador da Madeira acabou-se aqui é o povo que escolhe. Ninguém se vai demitir para fazer a vontade a Lisboa”, assegurou.

Jardim garantiu que vai fazer de tudo para que o documento seja assinado, mas só vai assinar um acordo que dê garantias à Região.

“Se assinarmos o acordo tem de ficar claro quais são as verbas que nós dispomos para o futuro e em que momento vamos ter acesso a elas. Porque esta coisa de dizer assine aqui as obrigações e depois o dinheiro vê-se não vai voltar a acontecer o que sucedeu na Carta de Intenções em que nos prometeram um valor e depois deram-nos outro”, lembrou.

“Nenhum governo responsável no meu lugar assina um documento sem as coisas estarem devidamente clarinhas”, vincou, sublinhado que só assina um documento que possa ser cumprido.

De notar que o novo presidente da Associação de Jovens Empresários da Madeira é Ladislau Sousa.

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