Pagamento de salários será “teste final” ao Governo

Carlos Pereira diz que o Governo Regional tem de impedir que a Madeira caia no descrédito.

A Madeira atravessa um dos piores momentos da sua história autonómica. As negociações com o Governo da República não surtem efeitos imediatos e a falta de liquidez tem colocado em causa vários serviços públicos, tais como a comparticipação nos medicamentos dos beneficiários do Serviço Regional de Saúde.

Num comunicado recente, emitido pelo Governo Regional, ficou o apelo à compreensão dos credores, “que sabemos que estão a fazer um enorme esforço para não interromperem o fornecimento de bens e serviços à Região, e também à população em geral”.

Mas, por mais compreensão que se tenha, sem dinheiro a economia não anda. Carlos Pereira, economista, considera, em declarações ao Cidade Net, que o pagamento dos salários aos funcionários públicos madeirenses será, por tudo isto, o teste final à capacidade de governação do PSD/Madeira.

“O Governo Regional tem de encontrar os caminhos adequados para impedir que a Madeira caia no descrédito absoluto. Isso é fundamental porque se não for capaz de dar um sinal, de mostrar que nos momentos extremos consegue encontrar opções alternativas, não está em condições de ser Governo”.

Apesar do suposto diálogo que existe entre o líder do PSD/Madeira e o Presidente da República, Carlos Pereira estranha o silêncio deste último. “O presidente da República não tem estado a acompanhar esta situação (os problemas de tesouraria nos serviços públicos regionais) e deve intervir” para assegurar os direitos da população.

Após a assinatura do acordo financeiro, prevista para o dia 16 de Janeiro, têm de ser encontrados mecanismo imediatos para garantir dinheiro aos fornecedores. “Não nos podemos esquecer que há cinco meses que temos problemas de tesouraria e que, no entretanto, foi anunciado o pagamento de determinadas obras públicas”.

Um facto que explica claramente a existência de “prioridades distorcidas” no Executivo Madeirense. O economista lamenta ainda que a Assembleia Legislativa da Madeira não faça “a mínima ideia de como vai um dos aspetos mais importantes da vida política regional, que a discussão sobre o futuro dos madeirenses e dos portossantenses”.

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