“Temos de continuar a defender a liberdade”

As alunas do 12.º ano, da Francisco Franco, Carolina Reis e Madalena Azevedo, apresentaram um conto intitulado “Na Defesa da Liberdade!” conquistando o terceiro lugar na sua categoria no pódio do concurso “Um conto que contas”. Este concurso tem como principais objetivos fomentar hábitos de leitura e de escrita nos alunos, assim como promover a articulação entre diversas áreas do saber, desenvolver a capacidade de expressão e comunicação e estimular a imaginação.

Tribuna da Madeira (TM) – O que levou a ambas a participarem no concurso nacional “Um conto que contas”?

Carolina Reis (CR) – Desde o ano passado, no último concurso que participei, que o meu gosto pela escrita disparou, é algo que gosto mesmo de fazer. Apesar de eu já ter conhecimento deste concurso, sinto que faltava algo que me motivasse, que desse aquele empurrão. Foi então que a minha professora de matemática dos dois anos anteriores, Ana Paula Jardim, lançou-me o desafio, e sinceramente só tenho a agradecer por ter-me incentivado a entrar, porque sem ela, nada disto teria acontecido.

Madalena Azevedo (MA) – Sinceramente só participei no concurso por influência da Carolina. É verdade que em anos anteriores a professora de matemática já tinha falado comigo sobre a possibilidade de participar, mas nunca me tinha convencido. Mas quando a Carolina me perguntou se entrava com ela, pensei “porque não?! É o último ano na escola, vamos fazer algo diferente”, e assim fomos decidindo entrar neste concurso.

TM – O vosso tema apresentado foi “Na defesa da liberdade!”, porquê essa escolha?

CR – Cada ciclo tinha um tema específico para desenvolver e no nosso caso, para o secundário, era a liberdade. Começámos por escrever o texto e o título foi dado de maneira a ir de encontro à história. O texto baseava-se em números diferentes que lutavam pela liberdade de poderem ser assim, sem restrições, então fizemos uma pequena lista. Para mim foi a parte mais difícil, mas com a ajuda da professora de matemática, acabamos por chegar a um consenso.

MA – Nós quando começámos não tínhamos título totalmente definido. Apenas sabíamos que necessitaríamos de escrever sobre a “liberdade”, visto que este era o tema obrigatório para os alunos do secundário. Assim, tendo este tema como objetivo, começámos a escrever o nosso conto em torno deste. Ao longo da escrita, o texto foi-se dirigindo a uma luta constante pela liberdade por parte dos números todos, pelo que achámos por bem dar o título “Na defesa da liberdade!” à nossa história.

TM – Foi uma tarefa difícil elaborar o texto ou nem por isso?

CR – De início, após convidar a Madalena a participar comigo no concurso, estava um pouco receosa, porque relacionar o tema “liberdade” com conteúdos matemáticos do nosso ano parecia não ser tarefa fácil, além de que pelo facto de termos um limite de carateres, teríamos de pensar e planear a estrutura da história, de forma a não ultrapassarmos esse limite.

Mas uma vez que tínhamos escrito já a parte inicial, as coisas fluíram.

MA – Foi bastante complicado, porque além de termos um limite de carateres, o nosso texto estava restrito ao tema da “liberdade” o que só por si já é um ponto a dificultar e tínhamos também de incluir elementos matemáticos no texto, ou seja, alem de escrever e pensar em língua portuguesa, tínhamos também de pensar e escrever em língua matemática.

TM – Alguma vez pensaram que iriam ficar classificadas neste concurso?

CR – Muito sinceramente não. Já sabia qual era a sensação de esperar para saber os resultados de um concurso, e a ansiedade aumentou conforme os dias foram aproximando-se, apesar de eu ter noção que essa probabilidade era reduzida devido à quantidade de alunos que entraram. Mas claro que nunca duvidei das nossas capacidades, até porque parece que esta dupla resultou! (risos)

MA – Não, nunca! Entrámos no concurso com o verdadeiro e único objetivo de participar e nos divertirmos, passarmos algum tempo juntas fazendo algo que enriquece um pouco mais os nossos horizontes e em parte, currículos.

TM – Qual foi a vossa reação quando souberam que tinham conquistado o terceiro lugar neste concurso nacional?

CR – Para ser sincera, ainda levei umas horas a assimilar essa informação, tanto que tive de ler duas vezes quando disseram-me, para além de ter perguntado à minha professora se era mesmo verdade! Foi uma grande surpresa, porque ambas entrámos com o objetivo de divertir-nos, nunca passou-nos pela cabeça o facto de podermos vir a ficar entre os 3 melhores da nossa categoria, apesar de sabermos que era uma possibilidade.

MA – Primeiro ainda fiquei naquela dúvida de se seria mesmo verdade, porque apesar de ser um concurso e saber que havia essa possibilidade, entrámos com o intuito de participar e de nos divertirmos. Por isso foi uma surpresa muito grande quando recebemos esta novidade, mas foi muito bom.

TM – Ambas são jovens, acreditam que é preciso continuar a “defender a liberdade”? Porquê?

CR – Sim, claro que temos de continuar a defendê-la! Ainda para mais nos dias de hoje, é necessário alertar as pessoas que as diferenças não nos devem afastar, mas sim aproximar; que devemos ser livres para sermos quem quisermos, mesmo que isso nos diferencie de todos os outros; que somos livres para escolhermos o caminho que queremos seguir, mesmo que isso não agrade a maior parte das pessoas. A liberdade é um direito de todos, pelo que devemos ter acesso a ela independentemente de todas as adversidades que possam surgir em cada pessoa.

MA – Claro que sim, sem dúvida e cada vez mais! Atualmente o conceito de luta e esforço por algo que beneficie a população geral está a ser esquecido! As pessoas por terem recebido esta liberdade de bandeja acham que não precisam de se esforçar nem de procurar adquirir a verdadeira liberdade! Cada um olha para “o seu umbigo” e como se encontram bem, não procuram melhorar, esquecendo-se de que se lutassem poderiam melhorar a liberdade não só pessoal como também mundial.

TM – Para terminar, querem acrescentar mais alguma coisa?

CR – Não quero deixar de fazer um agradecimento especial à minha professora de português, Maria João Lopes, por ter feito todas as correções necessárias o nosso texto.

Queremos agradecer também à escola por divulgar estes concursos de forma a fazerem os alunos soltarem o que há de melhor neles, e um enorme e especial agradecimento à professora de matemática, Ana Paula Jardim, por ter colocado este desafio e por todo o apoio que nos foi dado ao longo deste concurso.

Madalena Azevedo e Carolina Reis

Segue-se o texto premiado:

Na defesa da liberdade!

O dia amanheceu claro e radiante na “Aldeia dos números inteiros”! Eram sete horas da manhã quando os sinais de maior começaram a cantar melodias numéricas, melodias estas que fariam com que todos os números acordassem. Na nossa aldeia não havia um dia assim há mais de cinco anos, pelo que, ao olhar pela janela, deparei-me com uma paisagem maravilhosa! As copas das árvores encontravam-se verdes e cheias de alfas e betas de várias cores e tamanhos, como nunca assim tinham estado. Os gamas e os tetas voavam e chilreavam músicas alegres, o céu estava pintado de um azul esplendoroso que contrastava com o tom esverdeado e brilhante do mar. Quando observava esta vista que me transmitia paz, só conseguia pensar “Hoje vai ser um grande dia!”. Toda essa tranquilidade acabou, quando a minha mãe bateu na porta do meu quarto com tanta força que pensei que esta ia ceder. Fui a correr abri-la e perguntei:

Credo mãe! Porquê todo esse entusiasmo?

Despacha-te Zero, a senhora Logaritmo Neperiana tem um comunicado importante a fazer à aldeia inteira! – disse ela.

Quando a minha mãe saiu do quarto pus-me a pensar qual seria a mais recente invenção da “brilhante senhora Logaritmo Neperiana”. Não me surgiu ideia nenhuma, mas também nunca dá para prever o que sairá daquela cabeça pensadora. Após muito pensar, lá me convenci de que não havia maneira de faltar a esse tão importante comunicado da nossa presidente, além do mais, apesar de saber que nem todos os acontecimentos elementares do espaço aldeia iriam estar presentes nesta reunião, eu não queria ser um acontecimento impossível.

Dirigi-me para o local no qual a nossa presidente faz todos os seus comunicados, o Largo da Liberdade Neperiana. Ao chegar lá, já estavam todos os habitantes da aldeia. Afinal, contrariamente ao que eu pensava, a presença de todos foi um acontecimento certo. Deparei-me então com um cenário muito pouco familiar a todos nós, uma espécie de caixa muito robusta coberta por um lençol branco.

Como o Largo estava cheio, não encontrei um lugar para mim, pelo que fiquei num canto resguardado, achava eu, já que mal cheguei, a nossa tão adorada chefe, muito ironicamente, me interpolou, dizendo:

Ainda bem que chegou senhor Zero! Já todos tínhamos sentido a sua falta. Cheguei mesmo a pensar que iria perder este comunicado tão importante para si!

Bom dia para si também, senhora Logaritmo Neperiana. Que boa disposição logo pela manhã! Obrigado pela consideração, eu, no entanto, ainda não tinha saudades suas! – respondi eu rapidamente, já que não consigo manter-me calado.

Deixemo-nos de palavreados!

Tem razão! Já que esse comunicado é deveras importante para mim, não percamos tempo! Que nos quer contar?

Será que queres mesmo ouvir o que tenho para te dizer? – inquiriu ela.

Força aí! – afirmei eu com toda a minha rebeldia, apesar de por dentro estar cheio de medo do que ela me iria dizer.

Toda a aldeia olhou para mim com um misto de preocupação e admiração.

Então comecemos! – disse ela no tom mais maléfico que conseguiu e com os olhos vidrados em mim. – Espero que estejam todos preparados para receber este que é o meu mais recente decreto! Ao refletir sobre a nossa aldeia, apercebi-me de que têm surgido muitos problemas ultimamente.

Dito isto, pegou na ponta do lençol e puxando-o tornou pública a sua nova grande engenhoca. Esta revelação causou uma onda de grande surpresa, o que levou a diversas trocas de olhares entre todos.

Analisando todas as situações – continuou ela friamente e sem se deixar afetar pelo burburinho – decidimos, aliás, eu decidi, que o melhor seria separar a aldeia e é para isso que irá servir esta maravilha que tenho a meu lado! Já vos explicarei como funciona. Mas Zero, como te achas o primeiro dos números, ficarás a meu lado e serás o último a passar para que todos te possam ver.

Nesta altura, todos olhámos surpreendidos para um dos nossos antigos presidentes, o doutor Teorema, admirado com a maneira como a senhora Logaritmo Neperiana tinha mudado. Eles que já tinham sido grandes amigos e colegas na arte de governar, agora não se entendiam. E tudo porque um dia ela decidiu que queria governar sozinha e por isso mandou os guardas afastarem o doutor Teorema do governo. Ele estava sentado num canto com a cabeça nas palmas das mãos, arrasado e ao mesmo tempo indignado e confuso.

Apesar das dúvidas, todos nos dirigimos em fila indiana para junto dela. Começaram por passar os números positivos e nada lhes acontecia… Quando os números negativos começaram a passar e para espanto de todos, eles saíram positivos! O medo era geral já que ninguém sabia realmente em que consistia esta maquineta. Apesar das hesitações ninguém se atreveu a contrariá-la e por isso todos iam passando. Ao olhar em meu redor, via pais rezando para que os seus filhos não reprovassem na prova. Aqueles que nada possuíam, diferença nenhuma lhes fez terem de passar na máquina, mas aqueles que antes tinham uma bengala horizontal perderam-na e agora sentiam-se cambados e cheios de dúvidas. Depois de passarem na máquina as crianças corriam para os seus pais e estes agarravam–se aos filhos aliviados por os terem de novo consigo. Que teriam eles feito para merecer isto?

Após o último número passar, a nossa presidente olhou para mim e mandou-me passar pela máquina. Como quem não deve não teme, dirigi- -me para junto da assustadora engenhoca, mas, quando ia passar, um ruído estridente impediu-me de continuar, pelo que a senhora Logaritmo Neperiana sorriu maleficamente.

Chegou o grande momento! Aquele pelo qual anseiam desde que cá chegaram. Eu vou explicar-vos a função desta engenhoca! Como sabem, o meu nome é Logaritmo Neperiana e como é do conhecimento de alguns, os logaritmos só funcionam quando têm um argumento positivo, ou seja, eu como vossa presidente tenho de vos controlar, mas sem esta máquina não o conseguiria fazer, visto que alguns de vós são, ou melhor, eram negativos. Esta máquina consegue, através de um módulo situado no seu interior, retirar todas as vossas negatividades. Sim, eu sei que neste momento todos vocês estão pensando no porquê de a máquina não ter funcionado com o Zero. Mas é fácil, o Zero não é como vocês. Ele é casmurro, demasiado negativo e positivo ao mesmo tempo, mas numa proporção igual que até se anula, pelo que a máquina não conseguiu fazer nada em relação a ele. Assim, como não posso ter um habitante na minha aldeia que não me obedeça, irei separar o Zero de todos vós!

Neste momento, o pânico era geral. A minha mãe chorava, o meu pai chorava e todos os meus amigos agarravam-se a mim a chorar. Como poderia isto ser real?! Apesar de toda esta dor, arranjei forças e ainda perguntei:

Porquê eu? Porquê agora?!

Não fiques surpreso Zero, a culpa disto tudo é toda tua! Tu és o mais rechonchudo, e por isso ocupas mais espaço; tu és um traidor, casas com qualquer número dando origem às décadas; tu não fazes diferença em adições e subtrações; tu achas-te o primeiro de todos os números, mas eu sou a primeira da aldeia! – rematou ela com toda a sua raiva.

E sem que nada o fizesse prever, apareceu o seu maior seguidor, o Capitão Seno, que armado com toda a sua sinusoide, abriu um fosso tão grande que me separou do resto da aldeia. Ninguém conseguia transpor este fosso! A esta altura, todo o meu mundo desabou, via-me agora sem pais, sem amigos, enfim… sem vida. Sabia que aquela mulher não gostava de mim, mas nunca pensei que me quisesse tanto mal… Ela odiava-me e o desejo de vingança tomou conta dela. E tudo porque um dia ela descobriu que eu podia dominar operações, qualquer produto ou quociente comigo (no numerador e denominador diferente de mim) daria sempre o meu nome.

Passara um dia e ainda não me tinha mentalizado desta minha nova realidade. Não tinha caído em mim… Era como se estivesse a evitar pensar no assunto, doía menos! Mas cada vez que me lembrava do que tinha acontecido, cada vez que me lembrava de cada um daqueles que fazem parte da minha vida, era como se levasse uma facada no coração! Ficava com ele apertadinho, até que a saudade subiu à cabeça e escorregou, lentamente, pelos meus olhos!

E aquele dia que amanheceu claro e alegre, tornou-se no dia mais sombrio da minha vida, no dia mais chuvoso apesar do sol ser muito forte e estar bem alto no céu. Tornou-se no dia mais triste, apesar dos gamas e tetas continuarem a chilrear. Tornou-se no dia em que morri por dentro, apesar de estar mais vivo que nunca.

Apesar desta minha situação, só conseguia pensar em como estariam e o que andariam a fazer aqueles que me são próximos e que tanta falta me faziam. Será que eles também pensam que eu não tenho o direito de viver como os outros?

Os dias foram passando e a saudade foi aumentando. Cada vez mais a solidão tomava conta de mim. Sentia-me fraco, sem forças para lutar contra este castigo, cujo limite era um conjunto completamente vazio. Quando a falta que eles me faziam ia aumentando, eu olhava para a outra metade da aldeia, à procura dos meus pais, dos meus amigos, de todos aqueles que faziam parte da minha vida. Todos os dias via-os a serem comandados por ela, a serem escravos de uma chefe que não os respeitava nem pensava no bem dos seus subordinados.

Reparava na infelicidade deles ao cumprirem as suas ordens, e o pior foi quando descobri o porquê desta grande tristeza! A nossa presidente tinha-os obrigado a destruir a minha casa para que pudesse construir o palacete que ela sempre quis! E assim concretizava não um, mas dois sonhos: o de ter um palacete e o de me substituir sem esforço nenhum!

Custava-me tanto vê-los assim que decidi que não deixaria que a presidente me visse como queria, fraco e a sofrer, triste e com saudades. Para isso passava os dias a correr, a saltar, a fazer tudo o que era considerado feliz!… Mas todos os dias chorava, não por ser fraco, mas por passar tanto tempo a ser forte.

O relógio não parava e a minha rotina mantinha-se constante, até que um dia acordei com um barulho enorme, tão forte que fazia doer os ouvidos. Não consegui aguentar a curiosidade e tive de espreitar. Ainda meio ensonado, dirigi-me para a ponta do abismo que nos separava. Tive de esfregar os olhos porque não conseguia acreditar em tudo o que estava diante dos meus olhos naquele preciso momento.

Havia um grande alvoroço do outro lado, procuravam em todos os lados e pareciam certos daquilo que estavam à procura. Mas eu ainda não tinha percebido o que se passava, pelo que me deixei ficar onde estava. E qual não foi o meu espanto quando percebi que toda a comunidade, a mando do doutor Teorema, reuniu todos os sinais existentes na aldeia: interseção, reunião, sinais de adição e de subtração, de igualdade, de multiplicação, de divisão e muitos mais!

Do outro lado, eu só pensava “Para que servirão todos estes sinais?!” Quando para minha surpresa, vi todos os sinais a se juntarem e com os próprios corpos a construir uma ponte, a ponte que nos juntaria de novo, a ponte da Liberdade.

Depois de finalmente conseguir voltar para junto dos meus, estes só diziam “Não tens noção da força e da determinação do doutor Teorema para te libertar a ti e a nós das garras daquela mulher!”. Devido a todos estes comentários tive curiosidade de saber onde andava a causadora disto tudo. Mal tinha acabado de perguntar por ela, ouvimos um grito a pedir socorro. Ao olharmos pelo abismo vimo-la presa num galho. A sua curiosidade em saber tudo o que se passava na aldeia, tinha-a feito cair.

Nesse instante, o doutor Teorema ordenou àqueles que haviam construído a ponte, que fizessem uma corda de escalada para a senhora Logaritmo Neperiana. Assim, e devido a todas as situações vividas, percebi que um verdadeiro governante luta pelos seus e o doutor Teorema fez-nos entender que a liberdade é um direito de todos, mesmo daqueles que nos querem fazer mal. Todos nós temos o direito de transmitir a nossa opinião. Temos o direito de sermos nós mesmos sem sermos julgados. Esta aldeia mostrou-me que todos temos o direito de sermos livres apesar das nossas diferenças.

Autores: Carolina Maria Pimenta Reis e Madalena Maria Caetano Azevedo

Ano de escolaridade: 12º ano

Escola: ES de Francisco Franco – Funchal – Madeira

Professoras responsáveis: Ana Paula Jardim

3º classificado na Categoria B4

Pin It on Pinterest