Banif fecha 2011 com prejuízo
Banco anunciou em comunicado que teve um resultado líquido de 86,65 milhões de euros negativos.
O resultado líquido do Banif foi de 86,65 milhões de euros negativos no ano passado, depois de ter apresentado lucros de 37,1 milhões de euros em 2010, anunciou em comunicado o banco.
Segundo a instituição, o prejuízo resultou em parte de uma abordagem “mais prudente no que diz respeito à qualidade do crédito, decorrente da atual conjuntura económica”.
Por isso, o banco reforçou substancialmente o volume de provisionamento, com a imparidade de crédito líquida a atingir 245,8 milhões de euros, mais 165,5 milhões de euros do que no final de 2010.
Ainda assim, o banco destacou que fechou o ano passado com um rácio de capital ‘core tier 1’ de 10,1 por cento, acima do patamar mínimo exigido pela ‘troika’ (9 por cento em 2011 e 10 por cento em 2012).
Já ao nível da estratégia de desalavancagem em curso, o Banif dá conta de que, no final de dezembro de 2011, apresentava um rácio de crédito sobre depósitos de 119,5 por cento, “já em linha com o objetivo estabelecido pelo Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF)” a Portugal, que é de 120 por cento para o final de 2014.
No final de 2010, o Banif tinha um rácio de crédito sobre depósitos de 140,7 por cento.
O ativo líquido do banco cresceu 11,1 por cento para 16,7 mil milhões de euros, o crédito concedido baixou 4,5 por cento para 9,95 mil milhões de euros, os depósitos de clientes cresceram 10,6 por cento para 7,9 mil milhões de euros e os recursos totais de clientes aumentaram 7,7 por cento para 8,5 mil milhões de euros.
Quanto aos capitais próprios do Banif, há a registar uma diminuição homóloga de 8,3 por cento para 833,8 milhões de euros.
A margem financeira caiu 3,5 por cento para 223,7 milhões de euros, ao passo que o produto da atividade subiu 4,8 por cento para 344,5 milhões de euros.
A imparidade de crédito face ao crédito total cresceu de 3,33 por cento em 2010 para 4,91 por cento em 2011.
Os custos operacionais do banco foram reduzidos em 1 por cento para 182,8 milhões de euros, enquanto o rácio ‘cost-to-income’ (rácio eficiência) melhorou de 60,6 por cento para 57,1 por cento no final do ano passado.
Os acionistas do Banif aprovaram, numa assembleia-geral realizada no final de março, a entrada de Jorge Tomé [antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD)] para presidente executivo do banco, bem como a nomeação de Luís Amado para a presidência do conselho de administração.
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