Bem-te-quero e malmequeres

Gosto destas manhãs de Outono em que o acordar se faz de céu cinzento e gotas de chuva que (me) trazem inspiração.

Em que o chá chega mais quente e a saber mais a chá.

Em que as gatas se aninham com mais vontade no meu colo e ronronam mais suavemente como se me murmurassem os seus segredos felinos.

E em que as palavras dos livros me soam de uma forma ainda mais fascinante.

Mas sobretudo gosto do Outono porque é a altura do ano em que a terra traz um cheiro mais intenso a terra. Um cheiro que se imiscui na minha pele, no meu consciente.

Um risco de sol distante que olho no horizonte do mar desta ilha onde vim morar. Um risco de Primavera para lá das cortinas de chuva que lavam os meus sentidos.

O Outono é para mim uma estação de esperas, de rotinas, de transições e obediências. E de prazeres. Envolto em nostalgias e cores que apelam à (minha) poesia.

 António Cruz escreve de acordo com a antiga ortografia

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