Jardim ‘não poupa’ oposição

O presidente do Governo Regional usou grande totalidade do seu discurso para lançar recados à oposição.

Jardim começou por criticar a atitude de José Manuel Coelho, referindo que já é a altura dele se credibilizar perante o eleitorado que o elegeu.

 “Acho indecente que continue a brincar com os sentimentos das pessoas. Não fica bonito se acobardar por detrás de uma imunidade parlamentar”, frisou o presidente do Governo Regional, ao discursar esta tarde na sessão de encerramento da discussão do Programa do Governo.

O governante avisou também que chegou à altura do deputado do PTP deixar de “manchar o nome” dos juízes, governantes e de outras entidades.

No seu discurso, Jardim lembrou também a Coelho que ele foi obrigado a pagar uma indemnização ao vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, devido a uma série de calúnias.

O líder do executivo regional aproveitou, ainda, para criticar os partidos da oposição, sobretudo o PND, o CDS e o PS.

Assim, Jardim lançou, por exemplo, duras críticas ao socialista Carlos Pereira, acusando-o de incompetência e de “não ter sucesso” nos projetos em que se mete.

Refira-se que o governante usou quase  meia hora para lançar “recados” ao deputado do PS, apontando que a pessoa em causa usa um “discurso inflamado”, no sentido de colocar “veneno” entre o Governo Regional e o Governo da República, dando como exemplo a questão do Centro Internacional de Negócios.

Jardim falou também da campanha eleitoral, apontando que “todos se juntaram” para denegrir a imagem do PSD/Madeira e da sua pessoa. “Já tive vitórias em que tive mais de 60%. Mas a minha vitória de 48% nas últimas eleições foi a mais saborosa, dado o clima de calúnia contra a minha pessoa e o meu governo”, sublinhou

Alberto João Jardim desafiou, igualmente, os deputados madeirenses, sem exceção, a apresentarem queixa no Tribunal Constitucional sempre que as normas e os orçamentos do Estado ponham em causa os direitos da Região.

O governante considera, ainda, que o impasse nas negociações da Zona Franca foi uma vingança do Estado, para a “Madeira não se transformar numa Singapura do Atlântico”. Porém, Jardim anunciou que falou ao telefone com Passos Coelho, o qual lhe garantiu que as negociações vão ser retomadas.

Em relação às verbas que a República deve à Região, como por exemplo os 9 milhões de euros nas áreas da Saúde e da Educação, o governante reiterou que se for preciso irá recorrer aos tribunais para que o referido pagamento seja feito à Madeira.

No final do seu discurso, o chefe do executivo garantiu que a prioridade do  mandato deste XI Governo Regional vai ser no campo social.

Quando Jardim acabou de discursar, os deputados do PSD levantaram-se e deram palmas.

Em suma, o presidente do Governo Regional usou mais de uma hora de tempo para lançar “recados” aos partidos da oposição e para explicar ao mesmo tempo as opções políticas que tem tomado durante os seus mais de 30 anos de governação.

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