UE ‘apenas protege’ grandes grupos financeiros

A ADSC da RAM denunciou hoje que a única preocupação da UE é proteger os grandes grupos financeiros.

No âmbito da semana de luta decretada pela CGTP-IN, que decorre entre 12 a 17 de Dezembro, a Associação das Delegações Sindicais Conjuntas da RAM (ADSC) promoveu esta manhã uma assembleia geral.

No final da reunião, Delfim Mendes acusou que a única preocupação dos governos da União Europeia (UE) é salvaguardar os interesses dos grandes grupos financeiros.

As preocupações dominantes dos governos da UE não é resolver os problemas dos países e dos povos, mas encontrar formas e criar mecanismos que, aproveitando o tempo de crise, salvaguardem o sistema capitalista e os interesses dos grandes grupos financeiros à custa do agravamento das leis laborais, da sobrecarga de trabalho, do corte de direitos, da diminuição dos salários, das pensões e das prestações sociais, do aumento dos impostos, dos cuidados de saúde e da educação. Por isso, por mais medidas que tomem elas vão todas nesse sentido e o resultado será sempre o mesmo, ou seja, aumento da exploração e dos sacrifícios dos trabalhadores”, apontou o representante da ADSC.

Delfim Mendes advertiu, ainda, que as medidas de austeridade não vão resultar na salvação económica do país, mas sim ter um efeito contrário ao pretendido.

Desta forma, aquele responsável considera que “a solução” passa pelo aumento da produção das empresas, pelo aumento dos salários e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores. “Uma situação inversa àquilo que está a acontecer neste momento”, sublinhou.

Delfim Mendes exigiu, também, uma postura mais ativa de Cavaco Silva em relação à austeridade e à perda de direitos dos trabalhadores portugueses. “Não basta ao presidente falar. Compete-lhe, como garante do cumprimento da Constituição da República, usar os poderes que tem nas mãos e os mecanismos que tem à sua disposição para impedir a aplicação das medidas inconstitucionais, ilegais, injustas e desumanas constantes da Lei do Orçamento de Estado para 2012 e 2013, bem como de outros instrumentos aprovados pelo governo”, apontou.

Delfim Mendes defendeu, ainda, que só através “da luta e do protesto” dos trabalhadores é que se consegue “inverter as políticas e travar a aplicação das violentas medidas de austeridade” previstas no programa da troika, no Orçamento de Estado e no pacote de alteração às leis laborais.

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