O que eles pediram no sapatinho…

Políticos madeirenses confessam o que pediram no «sapatinho de Natal». Crise quer-se bem longe em 2012.

Nesta véspera de Natal, passado um ano amplamente marcado pela crise social e económica que afeta Portugal e as regiões autónomas, alguns políticos madeirenses confessam o que pediram no «Sapatinho». São pedidos variados, com maior ou menor abrangência, mas que no geral pretendem o mesmo: o ultrapassar das dificuldades.

José Manuel Rodrigues, CDS/PP

Desejo muita saúde, porque atrás da saúde vem o trabalho, o empenho e conseguimos, mais ou menos, cumprir com os objectivos. Em termos daquilo que desejo para os outros, num ano que será marcado pelas dificuldades, gostava que sobretudo para aqueles que têm menores rendimentos, e que passam já hoje por privações, que a austeridade fosse atenuada.

Espero que haja também um grande espírito de entreajuda entre a sociedade madeirense, que permita esbater as medidas de austeridade no tecido social e empresarial.

Edgar Silva, CDU

Este Natal não pedi nada de especial para mim. Sempre estive convicto que, em termos políticos, não vale a pena pedir. Temos, todos, que lutar pelos nossos direitos. Não vale a pena ficar à espera do que alguém possa dar. É preciso lutar e reivindicar uma melhor prestação dos governos regional e da república.

Coito Pita, PSD

Temos de enfrentar a situação e continuar a acreditar, porque não vale a pena lamentarmo-nos do passado. 2012 não será um ano fácil, mas vai ser possível ultrapassar as dificuldades. O povo madeirense soube construir levadas, poios, explorou uma Madeira completamente inabitável. Porque que motivo não teremos capacidade de reagir.

Rui Almeida, PAN

Gostava que, no meio da crise que o país está a atravessar, as pessoas pudessem dar as mãos para expressar a solidariedade e a entreajuda. Não há políticas que nos vão safar da austeridade, mas há uma atitude que nos pode safar e que é, precisamente, a compaixão para com os outros. Não vejo outra saída para amenizar os tempos difíceis que aí vêm.

Roberto Vieira, MPT

Espero que as coisas melhorem para todos os portugueses, apesar de acreditar que será muito difícil. Gostaria que as famílias tivessem o mínimo dos mínimos para passar um Natal feliz.

Seria importante encontrar uma forma para atenuar as duras medidas de austeridade que se avizinham. Se este ano foi parte do subsídio de Natal, para o ano vai a totalidade do subsídio e as famílias e as empresas vão sentir mais dificuldades.

José Manuel Coelho, PTP

Este ano não pedi nada. A prenda no sapatinho foi o Dr. Miguel Mendonça autorizar os serviços de contabilidade a me penhorar o salário quase todo. Só tenho 300 euros.

Gostava que o Pai Natal nos livrasse, de uma vez por todas, do Dr. Alberto João, do senhor Miguel Mendonça e do senhor Jaime Ramos. Era um desejo que os madeirenses agradeciam, porque grande parte da pobreza da nossa terra deriva da política do Governo Regional do PSD nas últimas décadas.

Hélder Spínola, PND

Quero muito que o próximo ano traga maior transparência, honestidade, justiça na forma de governar e de distribuir os apoios que existem. Queria que a Madeira fosse, de uma vez por todas, colocada em primeiro plano e não os interesses que andam pelos corredores do poder.

Estamos numa situação em que deixou de haver espaço para favorecimentos. Interessa que se comece a governar com empenho e dedicação, porque neste Natal muitas famílias vão passar por dificuldades económicas.

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