Comércio com quebra de 50%

Neste Natal o comércio tradicional registou uma quebra nas vendas na ordem dos 50%.

“As vendas nos últimos 15 dias, infelizmente, ficaram muito aquém daquilo que era esperado nesta altura do ano, que se caracteriza pelo aumento do consumo”, apontou Lino Abreu.

O presidente da Associação de Comércio e Serviços (ACS) frisou, ainda, que a referida situação complicou-se ainda mais com a “concorrência desleal” das lojas instaladas nos grandes espaços comerciais, as quais começam a fazer “reduções e promoções de 60%” antes do início oficial da época dos saldos, que decorre entre 28 de Dezembro a 28 de Fevereiro.

Lino Abreu considera, também, que o período de saldos de “pouco ou nada vai servir” para aumentar as vendas no comércio tradicional, uma vez que as sucessivas medidas de austeridade têm feito com que os consumidores reduzam ao máximo a compra de artigos que não sejam de primeira necessidade.

Aquele responsável acrescentou que, à semelhança dos outros sectores de atividade, também o comércio tradicional está a “passar por grandes dificuldades”, fruto da já referida diminuição do poder de compra dos consumidores.

“Nos primeiros meses de 2011 fecharam 533 empresas, das quais cerca de 30% pertencem à área do comércio e dos serviços. Esta situação colocou no desemprego mais de 3300 pessoas, o que significa que só no mês de Novembro foram para o desemprego, em cada dia útil, 35 postos de trabalho. Tudo isto evidencia muito bem o estado frágil que vive a nossa economia regional”, sublinhou o responsável pela ACS.

Mas se o cenário já é difícil, em 2012 espera-se que a situação se complique ainda mais devido ao forte aumento da carga fiscal.

“O nosso tecido empresarial não suporta esta grande carga fiscal que vai ser sujeito a partir do dia 1 de Janeiro. O nosso tecido não está preparado para isto, não está estruturado, não está substancializado em bases que suportam esta carga fiscal nunca vista na Região nos últimos 35 anos de autonomia”, advertiu Lino Abreu.

O presidente da ACS lembrou, ainda, que em 2012 as famílias e as empresas vão ficar com menos 160 milhões de euros, em virtude da cobrança dos impostos. “Vai ser menos dinheiro a entrar no nosso tecido económico, vão ser menos compras realizadas. Estes 160 milhões cobrados em impostos vão ter um efeito nefasto na economia regional”, apontou.

Para além de enfraquecer o tecido empresarial, Lino Abreu avisa que este aumento da carga fiscal “vai agonizar ainda mais” os problemas sociais através do incremento considerável do desemprego e da redução substancial do poder de compra. “Em 2012, o desemprego e o número de falências vão crescer para números assustadores”, vincou.

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