Agências de viagens vão emagrecer estruturas

Emagrecimento poderá passar não só pela rescisão de contratos, como pelo fecho de algumas lojas.

2012 não será, como todos sabem, um ano fácil para o tecido económico e social de Portugal. Vários ramos de negócio vão se ressentir com a contenção dos consumidores portugueses, entre os quais o sector das viagens.

“Com todos os cortes de subsídios para a função pública, as pessoas deixarão de ter capacidade aquisitiva e parte do dinheiro que disponibilizavam para viajar deixarão de o ter. As agências terão, na minha perspetiva, que se reestruturar. Existem, em concreto aqui na Madeira, estruturas demasiado pesadas”, aponta António Cruz, diretor regional da Agência Abreu.

Este emagrecimento poderá passar não só pela rescisão de contratos, como também pelo fecho de algumas lojas. O atendimento aos clientes, seja na vertente lazer, seja na vertente empresa, “terá igualmente que ser repensado”. As agências de viagens vão ter de marcar pela diferença e pela qualidade.

O responsável considera que assiste-se a um ciclo vicioso de dificuldades de tesouraria nas empresas, pelo que, para começar, o pagamento a determinados fornecedores seria uma forma de injetar dinheiro no mercado.

Na Região Autónoma da Madeira, por exemplo, os efeitos da retração do mercado nacional foram bem visíveis no Fim de Ano. E, no decorrer de 2012, será pior com os cortes anunciados nos subsídios de Natal e de férias. “O mercado nacional, que costuma encher hotéis na Madeira, este ano falhou, pelos condicionalismos financeiros a que as pessoas estão sujeitas”.

António Cruz acrescenta, todavia, que a Agência Abreu, por toda a sua história, encontra-se preparada para enfrentar a crise. A aposta no online, com um departamento específico para este tipo de reservas, e em outros mercados, como o brasileiro ou o angolano, “são soluções para responder à quebra de receitas em Portugal”.

A procura dos consumidores pelas companhias áreas low-cost é outra tendência bem visível no mercado. Mais do que nunca, perante o aumento generalizado dos impostos e, consequentemente, das taxas aeroportuárias, os prestadores de serviços têm de ser criativos.

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