Farmácias antecipam quebras de 30% (VÍDEO)

Sem comparticipação, os utentes vão aviar medicamentos só em caso de extrema necessidade.

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) não chegou a acordo com o Governo Regional da Madeira e, por tal, os beneficiários do Serviço Regional de Saúde perderam as comparticipações nos medicamentos. Hoje pela manhã, em várias farmácias do Funchal, o movimento era praticamente nulo.

Sara Sousa, diretora técnica da Farmácia Da Ajuda, explica que, depois da enchente dos últimos dias, as pessoas só compram em caso de urgência. “Nestes últimos dias gerou-se uma grande confusão nas farmácias, porque as pessoas não sabiam bem o que ia acontecer, mas ontem confirmou-se a suspensão das comparticipações”.

Esta situação traz graves complicações para a economia familiar, sobretudo para os utentes da segurança social, porque os beneficiários da ADSE e outros sub-sistemas mantêm as comparticipações.

Para os casos mais graves, de real carência social das famílias, os farmacêuticos vão procurar alternativas, como seja a venda suspensa dos medicamentos, mas nem todas as farmácias confirmam esta medida.

Paulo Sousa, responsável na Farmácia de Santo António, dá conta de um cenário complicado. A incapacidade do Governo em negociar com a Associação de Farmácias tem graves impactos na saúde da população. Muitos doentes crónicos, como por exemplo os diabéticos, passam a pagar a totalidade da receita.

Emprestar os medicamentos, nos casos mais urgentes, é outra das alternativas. Mas, conforme aponta, trata-se de uma solução arriscada, porque o pagamento pode não se verificar. “Este tipo de coisas faz-se com alguma ponderação, porque se o problema não se resolver, quem fica mal é a farmácia”.

A venda suspensa é uma alternativa, mas nem todas as farmácias conseguem suportar, por si, o preço dos medicamentos. Sérgio Magro, farmacêutico na Farmácia Da Madalena, explica que os estabelecimentos também têm contas e ordenados para pagar.

“Tentamos colaborar com os utentes na melhor das intenções, mas não podemos assegurar todas as comparticipações, porque não sabemos quando vamos receber. Por isso, para já, as pessoas têm de pagar os medicamentos por inteiro”.

Em declarações ao Cidade Net, estes profissionais esperam que a situação seja resolvida o mais rapidamente possível. Mas, para já, é certa uma quebra nas vendas, uma vez que a procura é visivelmente diminuta.

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