Desemprego ‘cresce como cogumelos’

Só este ano já foram despedidos cerca de 300 trabalhadores.

A União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira (USAM) está preocupada com o aumento sucessivo do número de desempregados. Álvaro Silva considera mesmo que o o referido número ascende largamente os 19 mil (dados de dezembro).
“A Região atravessa tempos difíceis, tempos que nunca havíamos passado, nomeadamente no desemprego, no encerramento de empresas, ao que se junta a praga dos salários em atraso. Estas três questões são hoje o pão nosso de cada dia dos trabalhadores”, afirmou o coordenador da USAM, há pouco em conferência de imprensa.
A título de exemplo, Álvaro Silva referiu que, entre 2 a 18 de Janeiro de 2012, já foram despedidos cerca de 300 trabalhadores. “Só hoje, 50 trabalhadores do Grupo Siram receberam a carta de despedimento”, observou.
O dirigente da USAM teme, ainda, que haja este ano muitos despedimentos no sector da hotelaria e da restauração, fruto da subida do IVA.
Desta forma, Álvaro Silva questiona o Governo Regional se o plano de ajustamento financeiro da Madeira contempla soluções para acudir “os milhares de trabalhadores e respetivas famílias que estão a passar por grandes dificuldades”.
O coordenador da USAM desafiou, ainda, o executivo madeirense a aumentar o salário mínimo regional, reivindicando um aumento de pelo menos 2%.
Na opinião de Álvaro Silva, o referido aumento iria contribuir para “um ligeiro” aumento do poder de compra, bem como daria lugar a uma revisão das restantes tabelas salariais.
O dirigente sindical mostrou-se, também, contra o acordo de Concertação Social, assinado esta manhã em Lisboa.
“18 de Janeiro é um dia negro para a história do movimento sindical e para os trabalhadores do nosso país. O acordo constitui um retrocesso, voltamos aos tempos da ‘velha senhora’ que é pôr os trabalhadores a trabalhar de sol a sol e de borla”, contestou Álvaro Silva, acrescentado que o acordo “é um exemplo dos maus governantes portugueses”.
Porém, Álvaro Silva afirmou que o processo não está encerrado, garantindo que a CGTP-IN e a USAM vão fazer de tudo para que o referido acordo não seja posto em prática. “Enquanto isto não se tornar lei, enquanto o presidente da República não promulgar o acordo, faremos de tudo para mobilizar os trabalhadores para todas as formas de luta e, assim, travarmos esse retrocesso nas leis laborais”, concluiu.

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