‘Chamaram a nossa gente de chulos’

Jardim alerta que a Madeira está a ser alvo de mentiras, situação que deturpa a imagem da Região e do seu povo.

O presidente do Governo Regional deu como exemplo os insultos que foram feitos a duas equipas, uma de basquetebol e outra de andebol, este fim-de-semana em Lisboa. “Os nosso jogadores e técnicos foram insultados. Eles, os de Lisboa, chamaram a nossa gente de chulos”, contou.

Em tom exaltado, Jardim repudiou os referidos insultos. “Quem roubou a Madeira durante cinco séculos e meio e levou 2/3 daqui que o trabalhador madeirense produzia foram os de Lisboa. Não admito que se ande a criar climas entre os portugueses para se chegar ao ponto de, naquilo que é nobre no desporto, se aproveitar a ocasião para se insultar o povo madeirense”, apontou.

Na opinião do chefe do executivo madeirense, esta situação acontece porque “a comunicação social do continente andou a dizer mentiras para virar os portugueses do continente contra os portugueses da Madeira”.

“Se não se quer coesão nacional diga-se de uma vez por todas. Com as anteriores colónias estragou-se a coesão nacional, ninguém quis ficar com os portugueses. Se não querem continuar com os madeirenses digam de uma vez por todas, porque nós também não fazemos questão neste aspeto”, avisou Jardim.

O presidente do Governo Regional falava esta tarde no concelho da Calheta, durante um encontro com cerca de 300 produtores de cana de açúcar. No evento foi dado a degustar um bolo de mel gigante, com cerca de 40 quilos, produzido com mel de cana pela Sociedade de Engenhos da Calheta.

O governante aproveitou a oportunidade para anunciar aos produtores de cana de açúcar que a produção de 2012 tem todo o seu escoamento garantido. “Estamos a prever para este ano uma produção à volta das 5600 toneladas. Posso vos garantir que a produção vai ser toda escoada, graças à dimensão que a cana de acúçar ganhou no mercado”, salientou.

Jardim referiu também que em onze anos, a produção de cana sacarina aumentou 91%, passando de 2871 toneladas, em 2000, para 5472 toneladas, em 2011.

“Este crescimento é resultado da política de estímulo ao sector encetada nos últimos anos, concretamente através do reforço do rendimento, tendo o preço pago aos produtores crescido na ordem dos 100%, se compararmos com os preços praticados no ano 2000, no qual os produtores recebiam cerca de 13 cêntimos/Kg, sendo o preço atual de 26 cêntimos/Kg”, destacou o governante.

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