Sinais dos tempos

Atravessamos momentos difíceis. Mas sei, pois tenho a interior intuição do momento, que vamos suplantá-los.

Há um sintoma que converge à cidadania dos tempos actuais: o da confiança no sistema político-partidário.

Na verdade, oiço tantas vezes a expressão: “são todos iguais”.

Bem, talvez não seja a cruel verdade mas, de facto, às vezes aquilo que parece teima em ser.

Nesta semana, ouvimos do Presidente da República PR) a explicação quotidiana de que o seu rendimento mensal de pensionista (no valor de 10,042 mil €, em 2011) não era o suficiente para suportar as suas despesas.

Ora, embora ao mérito académico e profissional do doutor Aníbal Cavaco Silva ninguém seja insensível, o mais incrédulo se traduziu na comparação insensata do seu rendimento com as suas despesas, numa altura extremamente difícil para as famílias portuguesas.

Ao que me parece legítimo considerar é que o PR se encontra desfasado da realidade nacional. Não bastará, para o efeito, elaborar alongados discursos sobre as necessidades sociais da maioria dos portugueses, pois a sua aparente curta visão do estado-social está, para já, muito turvada.

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