Arqueólogos pedem mais proteção do património

Equipa de arqueólogos descobre cerca 19 mil fragmentos no Forte de São José.

O CEAM – Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea e o Kent Archaeological Rescue Unit apresentaram, numa conferência de imprensa, os resultados das escavações arqueológicas no Forte de São José.

Cerca de 19 mil fragmentos foram descobertos e posteriormente catalogados, sendo que entre os mais significativos estão as “chamadas balas de canhão em metal e em pedra, os cachimbos e as antigas lamparinas para iluminar o interior das habitações”, explicou o arqueólogo Élvio Sousa.

O objetivo agora é passar para o papel estas descobertas e a sua importância para o património da Região Autónoma da Madeira. O livro bilingue (português e inglês) pode vir a público ainda este ano.

“O Forte de São José é bastante importante para a história da Madeira por duas razões: primeiro porque foi o único forte do Funchal escavado cientificamente e, em segundo, porque foi possível perceber a evolução do forte ao longo do tempo”, desde o uso como fortificação, prisão e até armazém.

Briam Philp, investigador britânico, não tem dúvidas que a Madeira, em todo o processo de desenvolvimento, com a construção de inúmeras obras, já perdeu muito património. E, por tal, sugere que os concelhos apostem em equipas de arqueologia que possam assegurar uma parte importante da história.

A cidade do Funchal “precisa desesperadamente de uma escavação arqueológica para recuperar toda a sua herança enterrada. Temos aqui cerca de 600 anos de história enterrada”.

O CEAM – Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea e o Kent Archaeological Rescue Unit mostraram-se satisfeitos com a parceria, que tem claros benefícios para todos os portugueses. De igual modo, apesar do Forte de São José ser propriedade privada, ficou o agradecimento ao proprietário.

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