“É preciso mudar a estrutura do Estado”

Alberto João Jardim voltou a pedir mudanças na estrutura do Estado, defendendo novamente a Revisão da Constituição.

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, defendeu, uma vez mais, que para Portugal conseguir cumprir o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro que negociou com a troika o “Estado terá de mudar a sua estrutura”. Esta tarde na sessão de abertura das II Jornadas do Serviço de Medicina Interna e IV Jornadas de Infecciologia do Hospital Central que decorrem até 10 de novembro no Hotel CS Madeira, o chefe do executivo, afirmou que se os partidos não quiserem mudar a estrutura do Estado vai ser “cada vez mais oneroso e doloroso para os portugueses o cumprimento do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro”.

Para ultrapassar este problema o governante considera que é fundamental haver uma Revisão da Constituição que permita que o país restaure a sua confiança no sistema financeiro, que mantenha o estado social e que redinamize a economia e o emprego. “Estes três objetivos têm de ser alcançados para que o país possa sair do beco em que não só está metido mas que também o meteram”, apontou.

Jardim criticou os partidos da esquerda a direita por não quererem mudar o sistema político “porque este sistema político tal como está montado permite a continuação de certos interesses de natureza pessoal e de grupos financeiros para o país continuar a estar na mesma”, alertou.

O presidente do governo referiu ainda que mesmo que a estrutura do Estado seja alterada é fundamental que a União Europeia abandone determinados condicionalismos.“Evidentemente que Portugal pode fazer um grande esforço de mudança das suas estruturas internas, mas se não houver também uma alteração na Europa, e aqui é que se vai ver a boa fé que existe dentro da União Europeia, é preciso a Europa ser séria e deixar de ser decadente e de uma vez por todas dizer ou estamos aqui cada um a fazer o seu jogo, ou vamos levar isto a sério e vamos para um sistema de federalismo e vamos por coesão económica e social ajudar os países em maior dificuldade”, rematou.

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