Saldos em quaisquer períodos do ano

O novo Regime Jurídico prevê que as vendas em saldos possam ser feitas em quaisquer períodos do ano, desde que não ultrapassem quatro meses, no conjunto.

saldosA avaliar pela azáfama registada logo após o Natal, seja no comércio tradicional, seja nos centros comerciais com as habituais trocas de presentes, os lojistas estão confiantes para o período de saldos que arranca hoje e decorre até 28 de Fevereiro de 2015. É certo que a crise tem levado a alguma contenção, mas é também a crise que leva a que os consumidores esperem para fazer compras mais em conta.

Rita Gonçalves, recepcionista, não quis deixar as compras para o fim e arriscou-se no primeiro dia de saldos e na confusão dos centros comerciais. «Há peças que só se encontram nos primeiros dias. Tem muito a ver com o tamanho de cada pessoa, por isso é melhor escolher quando há variedade».

Os saldos de Verão e de Inverno decorriam habitualmente por dois meses, mas a partir de agora vai deixar de haver uma data fixa. O novo Regime Jurídico de acesso e exercício de Atividades de Comércio, Serviços e Restauração prevê que as vendas em saldos possam ser feitas em quaisquer períodos do ano, desde que não ultrapassem quatro meses, no conjunto.

O pequeno comércio teme não conseguir acompanhar as grandes marcas, que já fazem promoções regularmente, mas vão esperar para ver. Luís Drumond, funcionário público, diz que a medida poderá facilitar o escoamento dos produtos das grandes superfícies e espera que o cliente saia a ganhar com uma redução de preços com mais frequência.

A Deco avisa que os comerciantes são obrigados a cumprir com a legislação e a respeitar os direitos dos consumidores. Por isso: cuidado com a marcação dos preços – todos os produtos devem exibir, de forma legível e inequívoca, o preço atual e o antigo ou a percentagem de desconto; obrigatório trocar um bem com defeito, mas o comerciante não é obrigado a trocar os artigos vendidos; exija e guarde o recibo com o preço e a discriminação dos artigos comprados: útil para pedir a troca ou reembolso se tiverem defeito; e queixe-se quando ignorarem direitos, uma vez que as lojas têm de aceitar os mesmos meios de pagamento antes e durante os saldos e não podem alterar o preço em função daqueles.

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